
“O argumento da base do Governo foi que a alteração só vai elevar mais dois pavimentos com relação ao que era permitido até hoje, no entanto, apesar de apoiar também o crescimento da rede hoteleira na cidade, eu não poderia votar a favor dessa mensagem, pois sou contra que seja feita qualquer alteração de parâmetros urbanísticos antes da revisão obrigatória, com participação popular, que deve ser feita dos PURs da cidade, e até hoje foi ignorada por Godofredo e Jorge Roberto. Também não me convenceu o argumento do governo para alterar o gabarito de uma obra em andamento.”, afirmou o Vereador Renatinho.
Ocorre que os Planos Urbanísticos devem ser revistos de 5 em 5 anos, o que no entanto não ocorreu sequer uma vez, nem com o PUR da Região Oceânica e nem com o da Orla da Baía, que já expiraram esse prazo faz tempo. É uma falta de respeito com a população propor freqüentes mudanças nessa legislação, sem que haja esse grande debate sobre os rumos da cidade e o caos que vem sendo gerado pelo avanço da especulação imobiliária, o que exige uma imediata revisão dos parâmetros urbanísticos na cidade. Além disso, a Prefeitura alegou que havia processo administrativo anterior e por isso a licença havia sido dada mesmo em contrariedade com a lei vigente, fato que foi questionado e não aceito pelo vereador Renatinho, único a votar contra esta mensagem executiva.
Outro tema polêmico e de grande prejuízo para Niterói, foi a nova revisão do Código Tributário, que veio onerando mais ainda os pequenos trabalhadores, como por exemplo os chaveiros de nossa cidade. Esta mensagem manteve ainda a COSIP (Contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública), sob protestos do Vereador Renatinho que considera a contribuição um absurdo, tendo em vista que o IPTU deveria englobar esse tipo de gasto público.
“Fiz uma emenda supressiva propondo a extinção desta cobrança e a emenda foi vetada. O movimento social em todo o país sempre lutou contra a criação da Taxa de Iluminação Pública, denominada nesta lei municipal como COSIP, e sempre solicitou junto aos órgãos públicos a exclusão da mesma. Parte do Ministério Público e das organizações de defesa do consumidor sempre consideraram inconstitucional a cobrança de taxa de iluminação pública. Existem diversas decisões judiciais reafirmando essa posição, declarando-a manifestamente inconstitucional, mesmo após a emenda constitucional 39/02.”
Certamente estas e outras lutas, como a aprovação do projeto de parceria público privada de Jorge Roberto, não irão se esgotar no Plenário da Câmara Municipal, o Vereador Renatinho e o PSOL Niterói através de seus militantes e do presidente Paulo Eduardo Gomes, irão seguir questionando esses prejuízos para o povo de Niterói e buscando as devidas melhorias, seja com manifestações nas ruas e praças, seja judicialmente se necessário for! O povo de Niterói merece respeito!