Manifestação pretende chamar a atenção da população para a proximidade do julgamento, no próximo dia 24/09
Nesta sexta-feira (18/9), às 16h, familiares e amigos das vítimas da Chacina do Morro do Estado, ocorrida em 2005, farão uma manifestação movidos pela proximidade do julgamento dos assassinos, que será no dia 24/9. O ato será em frente ao Fórum de Niterói, que fica na Rua Coronel Gomes Machado, s/º, Centro.
No dia 3 de dezembro de 2005, policiais militares invadiram o Morro do Estado, em Niterói e assassinaram cinco jovens: Wellington Santiago de Oliveira, de 11 anos; Luciano Rocha Tavares, 12; Edimilson dos Santos Conceição, 15; José Maicom dos Santos Fragoso, 16; e Wedsom da Conceição, 24. Laudos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) comprovaram que os jovens foram mortos com disparos à curta distância, o que configura indícios de execução. Os policiais alegaram que reagiam a uma troca de tiros, porém a versão foi contestada pelos peritos que não constataram marcas de tiros em direção aos PMs.
Segundo familiares, nenhum jovem tinha envolvimento com atividades ilegais, sendo eles estudantes e trabalhadores, inclusive com vínculos a projetos sociais da cidade. Os jovens fazem parte das estatísticas de assassinatos do Estado: em 2008, mais de 900 pessoas morreram e em 2007 foram 1135, isso só para citar dados mais recentes.
O movimento é organizado pela AMME (Associação de Moradores do Morro do Estado), Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo), DCE-UFF, Pré-Vestibular Popular do Morro do Estado, pelo Mandato do Vereador Renatinho e PSOL de Niterói.
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Ato critica escândalo da reforma administrativa da prefeitura
Num ato de repúdio à reforma administrativa da prefeitura e à derrubada da emenda apresentada ontem pelo vereador Renatinho, manifestantes se reuniram hoje em frente à prefeitura de Niterói. O ato foi marcado por irreverência e denúncias nos discursos. Os manifestantes usaram nariz de palhaço e jogaram notas de dinheiro sem valor, em símbolo ao descaso com o uso do dinheiro público. Estiveram presentes no ato o ex-vereador do PSOL Paulo Eduardo Gomes, Flávio Serafini, presidente do PSOL Niterói, além de representantes do mandato do vereador Renatinho e do deputado estadual Marcelo Freixo.
A medida da prefeitura custará R$ 30 milhões aos cofres públicos e previlegia apenas cargos comissionados, com salários de até R$ 6.000,00. O vereador Renatinho apresentou, ontem, emendas para substiuir os aliados do prefeito por concurso público nas áreas de educação e saúde. As emendas, no entanto, foram rejeitadas com treze votos contrários, 1 a favor e uma abstenção.
Veja todas as fotos em nosso álbum: http://www.flickr.com/photos/renatinhopsol/
A medida da prefeitura custará R$ 30 milhões aos cofres públicos e previlegia apenas cargos comissionados, com salários de até R$ 6.000,00. O vereador Renatinho apresentou, ontem, emendas para substiuir os aliados do prefeito por concurso público nas áreas de educação e saúde. As emendas, no entanto, foram rejeitadas com treze votos contrários, 1 a favor e uma abstenção.
Veja todas as fotos em nosso álbum: http://www.flickr.com/photos/renatinhopsol/
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Mandatos do PSOL protestam contra aumento das barcas
Neste momento, os mandatos do PSOL no Rio (Deputado Federal Chico Alencar, Deputado Estadual Marcelo Freixo e Vereador Renatinho-Niterói) estão na Praça XV manifestando repúdio contra o novo aumento da passagem das Barcas de R$ 2,50 para R$ 2,80.
Somente na semana de 19 a 26 de julho a empresa Barcas S.A. estampou os jornais do estado do Rio duas vezes: a primeira após receber uma multa por ter paralisado os serviços na travessia Ilha Grande - Angra dos Reis por mais de 24 horas, deixando centenas de pessoas presas na Ilha; e a segunda por uma de suas embarcações ter se envolvido em um acidente no trecho de Cocotá.
Em entrevista recente a um jornal de Niterói o gerente da concessionária Barcas S.A.,Sr. Almada, havia declarado que vinha negociando com o Governador Sérgio Cabral e o Secretário Júlio Lopes “a definição de um novo índice para o cálculo do reajuste das tarifas que corrigisse as atuais distorções”. A população já entendeu o significado destas negociações: aumento das tarifas e mais concessões do governo para a empresa.
Desde que assumiu o controle da travessia, em 1998, o Consórcio que administra as Barcas vem desrespeitando flagrantemente diversos pontos do contrato de concessão: 1-deveria aumentar o número de embarcações e diminuiu; 2- Deveria desenvolver outras linhas como a São Gonçalo-Rio no ano de 2001 e não fez; 3- Deveria manter o transporte na madrugada e suspendeu; 4- Deveria manter a regularidade de horários e constantemente nos deparamos com problemas; 5- Deveria ter embarcações reservas para áreas como Ilha Grande e Paquetá e a população destes lugares chegou a ficar sem ter como ir ao continente em mais de uma oportunidade.
Diante destes problemas, o PSOL começou uma campanha para que a empresa Barcas S.A. cumpra o contrato ou governo do estado intervenha retomando o controle da travessia. Infelizmente o que temos visto é que o governo se volta contra a população defendendo os interesses dos grupos que controlam esta empresa. Em abril liberou R$ 8.000.000,00 (oito milhões) para esta empresa sem cobrar nenhuma contrapartida real, e agora autoriza este aumento vergonhoso em um cenário de crise econômica com muitos salários congelados e uma expectativa de estabilidade no preço dos derivados de petróleo.
Envolvida em uma série de polêmicas pelo descumprimento do contrato de concessão, a empresa Barcas S.A. entrou na justiça para tentar impedir que o Partido Socialismo e Liberdade continuasse com os protestos pela melhoria nos serviços.
Desde o mês de abril, quando um protesto de passageiros chamou a atenção para os inúmeros problemas na travessia de Barcas, diversas irregularidades vieram à tona. Uma CPI na ALERJ já vinha investigando a empresa, e o PSOL iniciou uma jornada de protestos para que a empresa cumprisse o contrato. Caso a empresa não cumpra, que o governo do estado reassuma o controle da travessia.
Não adianta a empresa Barcas S.A. tentar calar o PSOL. Enquanto a população continuar sendo desrespeitada, continuaremos lutando. Em São Gonçalo deveria haver uma estação das Barcas desde 2001 (segundo o contrato). Esta estação faria com que os moradores de São Gonçalo não fossem obrigados a se deslocar para Niterói e desafogaria o trânsito das duas cidades além da Estação Araribóia.
Continuaremos com os protestos, com as denúncias e agora entramos na justiça. Vamos exigir o cumprimento do contrato. A empresa nos processa tentando impedir que “sua imagem seja atingida”. E nós entramos na justiça para impedir “que a população continue sendo desrespeitada.”
Em entrevista recente a um jornal de Niterói o gerente da concessionária Barcas S.A.,Sr. Almada, havia declarado que vinha negociando com o Governador Sérgio Cabral e o Secretário Júlio Lopes “a definição de um novo índice para o cálculo do reajuste das tarifas que corrigisse as atuais distorções”. A população já entendeu o significado destas negociações: aumento das tarifas e mais concessões do governo para a empresa.
Desde que assumiu o controle da travessia, em 1998, o Consórcio que administra as Barcas vem desrespeitando flagrantemente diversos pontos do contrato de concessão: 1-deveria aumentar o número de embarcações e diminuiu; 2- Deveria desenvolver outras linhas como a São Gonçalo-Rio no ano de 2001 e não fez; 3- Deveria manter o transporte na madrugada e suspendeu; 4- Deveria manter a regularidade de horários e constantemente nos deparamos com problemas; 5- Deveria ter embarcações reservas para áreas como Ilha Grande e Paquetá e a população destes lugares chegou a ficar sem ter como ir ao continente em mais de uma oportunidade.
Diante destes problemas, o PSOL começou uma campanha para que a empresa Barcas S.A. cumpra o contrato ou governo do estado intervenha retomando o controle da travessia. Infelizmente o que temos visto é que o governo se volta contra a população defendendo os interesses dos grupos que controlam esta empresa. Em abril liberou R$ 8.000.000,00 (oito milhões) para esta empresa sem cobrar nenhuma contrapartida real, e agora autoriza este aumento vergonhoso em um cenário de crise econômica com muitos salários congelados e uma expectativa de estabilidade no preço dos derivados de petróleo.
Envolvida em uma série de polêmicas pelo descumprimento do contrato de concessão, a empresa Barcas S.A. entrou na justiça para tentar impedir que o Partido Socialismo e Liberdade continuasse com os protestos pela melhoria nos serviços.
Desde o mês de abril, quando um protesto de passageiros chamou a atenção para os inúmeros problemas na travessia de Barcas, diversas irregularidades vieram à tona. Uma CPI na ALERJ já vinha investigando a empresa, e o PSOL iniciou uma jornada de protestos para que a empresa cumprisse o contrato. Caso a empresa não cumpra, que o governo do estado reassuma o controle da travessia.
Não adianta a empresa Barcas S.A. tentar calar o PSOL. Enquanto a população continuar sendo desrespeitada, continuaremos lutando. Em São Gonçalo deveria haver uma estação das Barcas desde 2001 (segundo o contrato). Esta estação faria com que os moradores de São Gonçalo não fossem obrigados a se deslocar para Niterói e desafogaria o trânsito das duas cidades além da Estação Araribóia.
Continuaremos com os protestos, com as denúncias e agora entramos na justiça. Vamos exigir o cumprimento do contrato. A empresa nos processa tentando impedir que “sua imagem seja atingida”. E nós entramos na justiça para impedir “que a população continue sendo desrespeitada.”
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Secretário de Sáude se recusa a receber representantes de movimentos sociais
Manifestantes de movimentos sociais e sindicatos protestaram esta manhã, Dia Mundial da Saúde, contra a gripe suína e o sistema de saúde pública. O ato teve início em frente ao Hospital Universitário Antônio Pedro e tomou as ruas do Centro de Niterói.
Representantes de movimentos sociais denunciaram a precariedade do sistema público de saúde e cobraram soluções emergenciais do governo. A reabertura da emergência do Antônio Pedro – HUAP foi o ponto mais discutido, além da cobrança por mais investimentos na área de saúde, aquisição de equipamentos, melhorias nas condições de trabalho, e fornecimentos de remédios a população.
O vereador Renatinho (PSOL) foi o único vereador presente na manifestação e questionou a falta de outros parlamentares no ato, insistindo que é obrigação do político estar em defesa do povo. “Vamos continuar cobrando do poder público medidas enérgicas. A população está morrendo nos hospitais. A gripe suína não é um problema isolado, ele demonstra a falta de uma política séria para a saúde pública, atualmente não existem condições de atender a população decentemente, e o povo merece todo nosso respeito”.
O Deputado Marcelo Freixo enviou seu assessor Flávio Serafin, atual presidente do PSOL-Niterói, que deixou como reflexão a questão ambiental da gripe suína. “O sistema industrial de produção alimentar faz com que o confinamento dos animais seja tão nocivo ao ponto de passar doenças aos humanos que convivem com eles. Como disse o vereador, a gripe suína não é um problema isolado.”
Após as falas no Antônio Pedro, os manifestantes saíram às ruas do Centro de Niterói, passando por toda a Amaral Peixoto, seguindo pela Rua da Conceição até a prefeitura. O vereador Renatinho, o ex-vereador Paulo Eduardo Gomes e representantes do Sintuff e Sindsprev se dirigiram à Secretaria de Saúde para conversar com o secretário Alkamir Issa, que se recusou a recebê-los, concordando apenas em atender os parlamentares Renatinho e Felipe Peixoto (representado no ato por assessores) após às 15 horas de hoje. O vereador do PSOL não concordou em realizar esta reunião sem os movimentos. Em conjunto, assinaram e protocolaram uma carta ao secretário solicitando uma reunião emergencial. “Esperamos, pelo menos, que o secretário se sensibilize com esta questão essencial para a sociedade. Saúde é um direito de todos. Vamos aguardar a reunião para dar uma satisfação à população”, concluiu Renatinho.
Manifestantes de movimentos sociais e sindicatos protestaram esta manhã, Dia Mundial da Saúde, contra a gripe suína e o sistema de saúde pública. O ato teve início em frente ao Hospital Universitário Antônio Pedro e tomou as ruas do Centro de Niterói.
Representantes de movimentos sociais denunciaram a precariedade do sistema público de saúde e cobraram soluções emergenciais do governo. A reabertura da emergência do Antônio Pedro – HUAP foi o ponto mais discutido, além da cobrança por mais investimentos na área de saúde, aquisição de equipamentos, melhorias nas condições de trabalho, e fornecimentos de remédios a população.
O vereador Renatinho (PSOL) foi o único vereador presente na manifestação e questionou a falta de outros parlamentares no ato, insistindo que é obrigação do político estar em defesa do povo. “Vamos continuar cobrando do poder público medidas enérgicas. A população está morrendo nos hospitais. A gripe suína não é um problema isolado, ele demonstra a falta de uma política séria para a saúde pública, atualmente não existem condições de atender a população decentemente, e o povo merece todo nosso respeito”.
O Deputado Marcelo Freixo enviou seu assessor Flávio Serafin, atual presidente do PSOL-Niterói, que deixou como reflexão a questão ambiental da gripe suína. “O sistema industrial de produção alimentar faz com que o confinamento dos animais seja tão nocivo ao ponto de passar doenças aos humanos que convivem com eles. Como disse o vereador, a gripe suína não é um problema isolado.”
Após as falas no Antônio Pedro, os manifestantes saíram às ruas do Centro de Niterói, passando por toda a Amaral Peixoto, seguindo pela Rua da Conceição até a prefeitura. O vereador Renatinho, o ex-vereador Paulo Eduardo Gomes e representantes do Sintuff e Sindsprev se dirigiram à Secretaria de Saúde para conversar com o secretário Alkamir Issa, que se recusou a recebê-los, concordando apenas em atender os parlamentares Renatinho e Felipe Peixoto (representado no ato por assessores) após às 15 horas de hoje. O vereador do PSOL não concordou em realizar esta reunião sem os movimentos. Em conjunto, assinaram e protocolaram uma carta ao secretário solicitando uma reunião emergencial. “Esperamos, pelo menos, que o secretário se sensibilize com esta questão essencial para a sociedade. Saúde é um direito de todos. Vamos aguardar a reunião para dar uma satisfação à população”, concluiu Renatinho.
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