sábado, 4 de dezembro de 2010

Dicas para o seu final de semana

Vídeos para você ver, ouvir e guardar
Adoniran Barbosa e Elis Regina, em 1978, no Bexiga < http://www.almacarioca.com.br/arte059.htm 

Dorival Caymmi - "É doce morrer no mar" <http://www.almacarioca.com.br/arte645.htm> 
Dorival Caymmi e Chico Buarque - "A vizinha do lado"<http://www.almacarioca.com.br/arte450.htm> 
II Festival da MPB - TV Record 1967 - Roberto Carlos - "Maria, carnaval e cinzas" <http://www.almacarioca.com.br/arte604.htm> 



DERRUBAR AS MURALHAS DA LINGUAGEM

A escravidão no Brasil ainda não acabou para milhões de homens e mulheres, afirma Vito Giannotti, escritor e coordenador do Núcleo Piratininga de Comunicação. Para ele, a causa de todos os males do país é a continuação de uma realidade que garante a Casa Grande para apenas um punhado de gente e mantém a imensa maioria na Senzala.
Em entrevista bem humorada para o nosso blog, Giannotti fala sobre o seu trabalho, Muralhas da Linguagem. Entre outras coisas, explica que na Senzala não há boas escolas e que a baixa escolaridade e exclusão social são as principais muralhas da linguagem. Giannotti quer convencer jornalistas, sindicalistas, advogados, professores, e quaisquer outros profissionais que se relacionem com o povo, de que a mesma divisão econômica injusta que se perpetua no Brasil se repete na linguagem.

- O senhor é autor de cinco livros sobre a comunicação dos trabalhadores. Em todos eles, a linguagem é um dos temas centrais, sendo que os dois últimos tratam especificamente deste assunto. De onde vem essa preocupação?

Giannotti - Vem principalmente da experiência de 22 anos de vida em várias fábricas metalúrgicas. Muitos colegas tinham muita dificuldade de compreender um texto de um jornal do sindicato ou de qualquer outro jornal. A contradição era simples. Esses trabalhadores construíam suas casas, produziam tudo o que a indústria soltava no mercado. Sabiam ser solidários, sabiam amar, sabiam fazer greve... Mas não entendiam o que significava a expressão "atual conjuntura".

- Em A Muralha da Linguagem, o senhor se dispõe a comprovar que o Brasil ainda hoje é dividido entre a Casa Grande e a Senzala e que esta divisão se reflete na linguagem. Como chegou a essa ligação quase automática?

Giannotti - O problema não é a forma de falar da classe dominante, mas a exploração que a burguesia impõe aos trabalhadores. Nosso país continua dividido entre a Casa Grande e a Senzala. Ou seja, a escravidão ainda não acabou para milhões e milhões de homens e mulheres. A causa de todos os males do Brasil é a continuação desta triste realidade: um punhado de gente vive na Casa Grande e a imensa maioria, na Senzala. O Brasil, pelos dados da ONU, está em 125º lugar no mundo, em atendimento de saúde. Ao mesmo tempo, no Hospital Albert Einstein, em 1992, a mãe do então presidente Collor pagava 4.500 dólares de diária. Na zona sul do Rio, onde ficamos bairros da Casa Grande carioca, há dezenas de livrarias chiquérrimas a cada duzentos metros. Enquanto isso, na Baixada Fluminense, no município de São João de Meriti, não há livraria. E a população de lá é de mais de 700 mil pessoas. Esta divisão se repete na linguagem. Derrubar as muralhas da linguagem é combater a exclusão social.

- Que muralhas da linguagem são essas?

Giannotti - A maior muralha, aquela que impede a imensa maioria de entender um texto, ou uma frase, é a baixa escolaridade do nosso povo. A média de anos de estudos, no Brasil, é das mais baixas da América Latina. São cinco anos. E que tipo de escola? Sabemos que da época da ditadura militar para cá a qualidade do ensino caiu tremendamente. Hoje nossas escolas públicas foram destruídas. É todo um plano do grande capital, do imperialismo. O objetivo é duplo: fazer piorar ao extremo para, depois, privatizar e ao mesmo tempo manipular o povo para dominá-lo mais facilmente. Um povo sem educação é mais facilmente manipulável. A televisão, capitaneada pela Rede Globo, completa o serviço. Os programas da baixaria da Globo e suas irmãs são ótimos para alienar o povo, para desinformá-lo, para afastá-lo da política e jogá-lo na mão de charlatães e vigaristas de todo tipo. Esta é a primeira grande muralha: a pouca escolaridade e a péssima qualidade do nosso ensino.

- O senhor diz que nossas universidades e escolas são de péssima qualidade?

Giannotti - Digo e repito. A prova é que, e isto está bem explicado no livro, num levantamento feito pela ONU, com 265 mil estudantes de 32 países do mundo sobre a compreensão de um texto, o Brasil chegou em 32º lugar. E foram feitos testes em estudantes de escolas públicas e particulares. É claro que há ilhas de excelência. Faculdades e escolas melhores do que a imensa maioria. Há estudantes que são gênios. Não é um problema de DNA do brasileiro. Ao contrário, há centenas de técnicos, cientistas e pesquisadores trabalhando em pesquisas até na Nasa (Agência Espacial dos Estados Unidos). Mas a média das nossas escolas é um desastre. Por isso, a primeira grande barreira da linguagem é a escolaridade. Quem não estudou numa boa escola tem dificuldade de entender palavras como: irreversível, autogestão ou processo histórico. Mas esta é apenas a primeira barragem que impede o leitor de entender um texto escrito ou falado.

- E quais são as outras?

Giannotti - Eu diria que a segunda é o que podemos chamar de intelectualês. É o correspondente da primeira barragem. Por intelectualês, no livro, entendo a prática de falar de uma forma complicada, usando palavras e expressões compreendidas apenas por quem é do ramo. Isto é, quem tem uma escolaridade de vários e vários anos e uma prática intelectual intensa. O intelectualês é legítimo se falado entre intelectuais. Mas, falado com a maioria do nosso povo, com a escolaridade de que já falei, é uma barreira que impede a compreensão da maioria. Mas, justamente, a nossa comunicação quer falar para a imensa maioria.

 - Qual seu objetivo ao dar exemplos fortes sobre a compreensão das palavras pelas classes populares, como no caso da dona Edileuza, que confunde o significado das palavras otimista e pessimista?

Giannotti - É simples e declarado. Se queremos convencer milhões do nosso projeto, precisamos falar e escrever de forma que estes milhões entendam. Eu sempre brinco dizendo que temos que pensar nos normais. Não se iludir que se está falando para um mundo de doutores. É possível traduzir tudo. Tudo pode ser dito de várias maneiras. Tudo pode ser falado em português, ou em inglês, ou em árabe. É possível traduzir qualquer idéia. Não é fácil. É uma arte. Mas ou fazemos isso, ou nossa linguagem só será compreendida por um punhado de iluminados.

 - No capítulo três o senhor diz que o Brasil é um país de tradição oral e visual e trata da forte influência do rádio e da televisão sobre a fala e o pensamento do povo. O senhor não tem medo de ser acusado de estar menosprezando a capacidade do povo de fazer uma mediação entre o que recebe por estes meios e a sua vida?

Giannotti - Primeiro, vamos ver o que é esta tradição oral e visual. Nosso povo tem raízes nos índios, nos negros, nos portugueses e outros povos do sul da Europa. Todos estes componentes tinham pouquíssima ou nenhuma familiaridade com a escrita. Nossos índios não liam, diferentemente dos incas e astecas da América Central e do México. Da África, o único povo que conhecia a leitura foram os malês, estabelecidos na Bahia. Dos portugueses que para cá vieram, pouquíssimos sabiam ler e escrever. E os outros povos que vieram colonizar o Brasil, espanhóis, italianos e alemães do sul, eram dos que menos liam na Europa daquela época. Mais do que isso, a política da nossa burguesia predatória sempre foi de não precisar de mão-de-obra com alto grau de escolarização. A burguesia brasileira nunca quis uma população escolarizada. Os resultados estão aí até hoje. Por tudo isso, no livro, falo que a nossa tradição cultural é oral e visual. Oral dos nossos inúmeros ritmos musicais; e visual dos corpos pintados e enfeitados de mil formas dos nossos índios. Nesta tradição o rádio e a televisão se encaixaram como uma luva. E a leitura ficou a ver navios. É por isso que o Brasil, entre 194 países da ONU está em 102º em leitura de jornais. É por isso que, de acordo com o IBGE, dos 5.506 municípios, em 2001, só há algum tipo de livraria em 1.927. Ou seja, em 3.579 não há onde comprar um livro. É essa nossa tradição cultural oral e visual.

- O senhor diz e comprova com dados que o Brasil é um país que não lê. Como se explica, então, que os jornais e boletins sejam os principais instrumentos de comunicação entre os movimentos sociais e o povo trabalhador? Não seria o caso de se utilizar outros instrumentos?

Giannotti - O Brasil é um país que não lê, sim. Mesmo assim se publicam aqui quase sete milhões de exemplares de jornais diários. Parece muito, mas é quase nada. Estas cifras significam que apenas 4,5% da população lêem jornal. Mesmo assim, nossos sindicatos e movimentos publicam milhões de jornais para seus trabalhadores. Eu acho que devemos publicar muito mais. Mais e melhores, mais bonitos, com assuntos melhor pensados e outras exigências a mais. Mas isto não pode nos fazer esquecer de que o povo não lê. As estatísticas estão aí. O resto são sonhos. E então? Então vamos usar outros instrumentos de comunicação. Inclusive instrumentos mais próprios da nossa cultura, das nossas origens. E dentre os vários instrumentos, dois são principais: o rádio e a televisão. Precisamos forçar o governo a rever as concessões da rádio e televisão. Elas deveriam ser públicas, mas não o são. São privadas. Privadíssimas. São fábricas de fazer dinheiro. A sociedade não manda em nada. O movimento social deve exigir sua parte neste bolo. Para isso tem que tirar da boca de quem hoje abocanha tudo: Globo, Record, Bandeirantes, Grupo Sirotsky etc. Se querem disputar a hegemonia, é preciso usar estes meios que chegam mais perto do nosso povo. Um povo que não lê, mas que ouve.

- Que dicas o senhor propõe para aqueles que querem se comunicar com as classes populares?

Giannotti - Vou simplesmente repetir as idéias básicas do nosso coletivo de comunicação, o Núcleo Piratininga. Primeiro, não ter ilusões com a grande mídia. Ela tem dono. Tem lado. Tem classe. E defende os interesses de sua classe contra as classes populares. Não existe este papo de neutralidade, objetividade. É tudo ilusão. A mídia obedece aos seus donos e serve aos seus interesses. A conclusão disso é que os trabalhadores precisam ter sua própria mídia: do jornal ao rádio, da TV à internet. Ter e usar, se aperfeiçoando cada dia mais. Se especializar e fazer coisas melhores que nossos inimigos de classe. Melhores para disputar com eles a hegemonia na sociedade.


Leia os livros, saiba mais acessando: http://www.piratininga.org.br/


                                                   


Despejo vindo do Porto do RJ em Itaipu ainda não cessou


foto de Nathália Félix
Resíduos na orla da Praia da Região Oceânica de Niterói podem estar causando danos irreparáveis à região e prejudicando a pesca. INEA admite ter que reavaliar situação do 'bota-fora'



O despejo de resíduos de dragagem do Porto do Rio de Janeiro, o chamado “bota-fora”, na orla de Itaipu continua, apesar das denúncias de pescadores sobre a sobrecarga e a contaminação das águas no local e das previsões catastróficas de biólogos marinhos a respeito dos danos irreparáveis que a ação pode estar causando à região. Porém, mesmo não admitindo o risco de contaminação, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) já admite reavaliar a situação e transferir o serviço para outro local.
Na noite da última terça-feira, em audiência pública promovida pelo vereador Felipe Peixoto (PDT), na Câmara Municipal de Niterói, os técnicos do Inea disseram que os resíduos de dragagem não são contaminantes e que estão sendo retirados com o passar do tempo. No entanto, em nota divulgada pela assessoria, o instituto informou que vai rever a situação e, caso os problemas persistam, medidas adicionais serão tomadas como aplicação de multas. Dependendo da irregularidade, licenças poderão ser cassadas.
O material é depositado nas proximidades das Ilhas Carragas, a uma profundidade de 35 metros. Os profissionais da pesca alegam que este problema já acontece há 10 anos, mas que se intensificou de uns tempos para cá. A ação ameaçaria o trabalho dos cerca de 850 pescadores que atuam na região porque o entulho é considerado como contaminado.
O professor do Departamento de Biologia Marinha da Universidade Federal Fluminense (UFF), Abílio Gomes, explica por que estes materiais são contaminados. Segundo o especialista, os resíduos ficam em um espaço sem oxigênio no porto e, quando jogados no ambiente arejado, liberam uma grande quantidade de metais.
jornal O Fluminense, 03/12/010

RENATINHO PROPÕE EMENDA ORÇAMENTÁRIA PARA GARANTIR ACESSIBILIDADE NA CÂMARA MUNICIPAL DE NITERÓI

Com relação à previsão orçamentária destinada à Câmara Municipal de Niterói, Renatinho fez duas importantes emendas. Uma delas diz respeito a uma das principais bandeiras do mandato: Acessibilidade.

Renatinho quando decidiu mudar de gabinete, do primeiro para o segundo andar da Câmara, anunciou que sua intenção era denunciar a falta de acessibilidade na Casa Legislativa. Após quase dois anos de reivindicações, passando pela instalação de elevador, piso tátil, e uma série de outros instrumentos que possibilitem o acesso de pessoas com deficiência a todas as dependências da Câmara, nenhuma atitude foi tomada pelo presidente da Casa.




“A acessibilidade na Câmara Municipal de Niterói hoje é precária, em especial no acesso ao segundo piso onde ficam localizados diversos gabinetes e o auditório da Casa. 
Faz-se necessário que a Câmara Municipal de Niterói atenda ao que estabelece o Decreto Federal 5296, de 02 de dezembro de 2004.”, disse o Vereador Renatinho, reivindicando a aplicação da legislação federal sobre acessibilidade."
 Declara Renatinho (PSOL)


Outra emenda sobre o orçamento destinado à Câmara Municipal é a que trata do operacionalização do Canal Legislativo. Segundo o vereador, esta emenda visa diversificar a programação do Canal Legislativo, que já apresenta as sessões Plenárias, com a transmissão de outras atividades desenvolvidas pela Câmara Municipal, como programas jornalísticos, de entrevistas, sócio-educativos e demais que promovam a cidadania plena da população.

Deixando de lado as promessas, o prefeito abandona sua proposta dos DENTISTAS DE FAMÍLIA!

Para o ano de 2011 a LOA não trouxe a previsão da tão mencionada criação dos serviços de “dentistas de família” e o vereador Renatinho fez emenda aditiva incluindo esta ação no orçamento por entender que se trata de uma iniciativa importante. A ação “Implantação do Programa Odontológico de Família” apareceu no inicio do Governo Jorge Roberto Silveira como um das suas principais promessas, feitas ainda em campanha eleitoral. Tal ação passou então a constar do PPA 2011-2013 e posteriormente também entrou como prioridade na LDO 2010. No entanto, apesar da LDO prever enquanto meta a construção de 02 módulos do Programa Odontológico de Família e o PPA prever o gasto de R$ 440,000,00 para o ano de 2011, tal ação não aparece na LOA 2011.

QUEREMOS O FUNCIONAMENTO IMEDIATO DO CONSELHO DO ORÇAMENTO PARTICIPATIVO!

O Vereador Renatinho fez emenda à Lei Orçamentária Anual destinando verbas para Conselho do Orçamento Participativo, sobre o qual Renatinho fez recentemente Representação ao Ministério Público para investigar a atuação da Subsecretaria de Orçamento Participativo, que não realizou nenhuma reunião desde sua fundação. Esta Subsecretaria, conforme publicação oficial de 01 de maio de 2009, é subordinada à Secretaria Executiva do Prefeito, mas não consta na LOA nenhuma previsão orçamentária especifica quanto á mesma, um dos motivos que levaram à investigação parlamentar. Tanto a LOA de 2010 (Lei 2677/2009) quanto a recém chegada à Câmara Municipal, LOA de 2011, não fazem menção específica à citada Subsecretaria, só mencionando gastos relativos a um genérico Programa de Trabalho denominado como “Operacionalização das Subsecretarias” e que traz uma modesta previsão de gasto de R$ 10.000,00, na página 118. A parte da LOA que trata da Secretaria Executiva do Prefeito contém no total 06 Subsecretarias vinculadas e cerca de 08 Subsecretários, o que demonstra que a previsão orçamentária não parece corresponder em nada à realidade.

“De todas as Subsecretarias a única mencionada diretamente na LOA 2011 é a de Cerimonial, que tem 03 Subsecretários e destinação prevista de R$ 40.000,00, e só um conselho, o Conselho da Mulher, é citado na LOA. Neste sentido, solicitamos que também o Conselho do Orçamento Participativo tenha de maneira direta uma garantia orçamentária mínima para seu funcionamento efetivo, independente da previsão para a Subsecretaria.”, alertou Renatinho que está na luta para que seja  garantida plena participação popular nas questões orçamentárias da cidade, como determina o Estatuto das Cidades.

RENATINHO APRESENTA 46 EMENDAS AO ORÇAMENTO PREVISTO PARA 2011

O Vereador Renatinho (PSOL) protocolou 47 emendas à Lei Orçamentária Anual - LOA 2011. Dente as emendas apresentadas Renatinho, assim como fez na LDO, apresentou uma onde demonstra especial preocupação com a atual situação que os desabrigados das chuvas de abril, ele pretende que no mínimo 10% do orçamento municipal seja investido em habitação popular no ano de 2011.

VEREADOR QUER QUE NO MÍNIMO 10% DO ORÇAMENTO SEJA APLICADO EM HABITAÇÃO POPULAR

Renatinho em visita aos desabrigados / abrigados no 3º BI


“A cidade tem cerca de 20% de sua população em assentamentos precários, são cerca de 100 mil habitantes e em torno de 35 mil famílias. Um plano de investimento de no mínimo 10% do orçamento anual do município, com um financiamento complementar equivalente (recursos federais, estaduais ou externos), poderia melhorar de fato a qualidade de vida da população, reduzir os riscos, fazer reassentamentos dignos e urbanizar favelas onde isto é possível, transformando-as em bairros e regularizado moradias, melhorando inclusive a arrecadação.”, disse o vereador Renatinho.

Com a finalidade inclusive de minimizar o impacto orçamentário, diante das diversas necessidades básicas que passa ultimamente o município de Niterói, o vereador Renatinho apresentou ainda 21 emendas supressivas retirando orçamento das 21 Secretarias Regionais.

“É durante a discussão sobre o orçamento da cidade onde podemos ver mais claramente quais são as reais prioridades do governo. As Secretarias Regionais desde que foram criadas ainda não demonstraram nenhum papel relevante de fato para a população e receberão no total R$ 9.649.880,00, enquanto outros setores da cidade, como a Saúde, a Educação, Assistência Social e Defesa Civil recorrentemente necessitam de mais e mais recursos para atingirem seus objetivos institucionais e legais.”, afirmou Renatinho.

Segundo Renatinho, faz-se necessário uma revisão no gasto destes recursos destinados para as Secretarias Regionais a fim de que as verbas hoje a elas destinadas venham a atender de fato as demandas da população da cidade. É neste sentido que o PSOL defende a extinção das Secretarias Regionais neste modelo atual. Renatinho destinou estas verbas antes previstas para serem aplicadas nas Regionais, para diversas outras áreas da estrutura de governo. Uma das emendas que prevêem a utilização de verbas que antes, por exemplo, seriam destinadas a Regional do Centro, é a proposta de Construção de Abrigos Adaptados para Idosos e Pessoas com Deficiência.

“O Município possui uma grave carência no que se refere a atendimento especial a idosos e pessoas com deficiência, em especial aqueles com deficiência mental, que não contam com apoio da família e não possuem recursos para seus próprios cuidados.”, disse Renatinho.

Outra importante emenda feita pelo parlamentar do PSOL diz respeito ao percentual de remanejamento permitido ao Prefeito, que recebe autorização legal para alterar a destinação de 30% do orçamento anual previsto. Renatinho já há vários anos vem estabelecendo debates nas diversas audiências públicas orçamentárias, e a pedido dos movimentos sociais que militam nesta área, reivindica que tal percentual de remanejamento seja de no mínimo 10% do orçamento.

Esta é uma reivindicação que sempre é feita pelos movimentos sociais e populares de Niterói, em especial do Fórum Popular do Orçamento de Niterói, é sempre apoiada pelo PSOL, no sentido de possibilitar que o orçamento da cidade seja de fato implementado da forma como é debatido pela sociedade e pela Câmara e aprovado pelos Vereadores.

“Um limite como é anualmente previsto de 30% para remanejamentos significa possibilitar que o Poder Executivo não cumpra grande parte do orçamento aprovado. Um limite de 10% como o proposto aqui, é mais do que suficiente para que, se necessário, parte dos recursos previstos sejam realocados.”, explicou Renatinho.