quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Niterói: a Cidade Sorriso chora nos seus 436 anos

A cidade sorriso está chorando, enquanto o trem da alegria do Prefeito JORGE Roberto Silveira está passando, com a criação de 300 cargos comissionados, o que custará aos cofres públicos, ao longo de sua gestão, R$ 30.000.000,00 (trinta milhões de reais).


Ao invés de investir seriamente na contratação de profissionais, através de concurso, nas áreas da Saúde e Educação, a prefeitura prefere lotear a máquina pública para seus amigos, com a criação de um “Conselho Consultivo” com salários que chegam a R$ 6.000,00! Que vergonha!

Apesar da cidade sorriso não ter motivos para sorrir, desejo alegria e felicidade.

Com certeza, a nossa população, quer uma cidade com acessibilidade, saúde e educação de qualidade e que nossa natureza seja preservada. Não queremos ver a cidade sorriso chorar!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Dia da Consciência Negra no Quilombo do Grotão


Em Niterói, a semana da Consciência Negra - Zumbi, tem um toque muito especial na comemoração que tradicionalmente ocorre no Quilombo do Grotão, sede da ACOTEM - Associação das Comunidades Tradicionais do Engenho do Mato e sub-sede da ASSET – Associação dos Sitiantes Tradicionais da Serra da Tiririca.


O Quilombo do Grotão está localizado no Engenho do Mato, na Serra da Tiririca e fica no sítio Manoel Bonfim, onde uma grande família de sitiantes negros e negras há décadas resiste à especulação imobiliária e às opressões do Estado, que em alguns momentos ainda tenta absurdamente discutir a retirada das famílias tradicionais desse local onde sempre viveram e sempre ajudaram e preservar.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

ARTISTAS PLÁSTICOS REALIZAM EXPOSIÇÃO SOBRE A PALESTINA


          A mostra “Palestina: Martírio de um Povo”, promovida pelo Comitê Viva Palestina de Niterói, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura de São Gonçalo e curadoria da artista plástica Denise Velasco, será inaugurada no dia 19 de novembro de 2009, às 19:00h na Casa de Artes Vila Real em São Gonçalo. Um dia antes da exposição, haverá uma palestra no auditório do Centro Cultural Joaquim Lavoura, às 15:00, quando será exibido o documentário “Ocupation 101- Vozes da Maioria Silenciada” .


         A exposição faz parte das atividades relacionadas ao “Dia Mundial de Solidariedade ao Povo Palestino” que foi criado pela ONU para lembrar que a questão da Palestina permanece sem solução; que o povo palestino ainda tem que obter os seus direitos inalienáveis: o direito à autodeterminação sem interferência externa, o direito à independência nacional e soberania, e o direito a retornar a seus lares e propriedades dos quais foram expulsos há 60 anos.

Dor que comove a humanidade

           Inúmeras sessões solenes são realizadas nas câmaras municipais de vereadores, assembléias legislativas e na Câmara dos Deputados para lembrar o 29 de novembro de 1948 –data em que foi aprovada, pela ONU, a partilha da Palestina histórica.Os movimentos sociais brasileiros também promovem atividades por todo o país em torno desta data.

          Segundo a coordenadora do Comitê Viva Palestina – Niterói, Beth Monteiro, o povo brasileiro é solidário com o sofrimento alheio e quando toma conhecimento de uma tragédia humana de tamanha proporção , como a que está acontecendo nos territórios ocupados da Palestina, se comove e se dispõe a dar sua contribuição para fortalecer a luta do povo oprimido. Foi movido por este sentimento que um grupo de 30 artistas plásticos, aceitaram o convite para participar da mostra.

Pincéis como instrumento de luta

           Inspiradas em Pablo Picasso, as coordenadoras do Comitê “ Viva Palestina-Niterói, Beatrice Miller e Beth Monteiro iniciaram a realização de mostras de artes plástica como forma de chamar atenção para o drama dos palestinos. A jornalista Beth Monteiro explica que ao saber do bombardeio sobre a cidade de Guernica, pelos fascistas, em 28 de abril de 1937 , Picasso começa a pintar com fúria e emoção. Mais tarde ele escreveria: “ O artista é ao mesmo tempo um ser político, sempre alerta aos acontecimentos tristes, alegres, violentos, aos quais reage de todas as maneiras. Não: a pintura não é feita para decorar apartamentos. É um instrumento de guerra para operações de defesa e ataque contra o inimigo”. E como instrumento de guerra, ele usou o pincel para retratar todo o horror de homens, mulheres e crianças, mutilados, criando Guernica, a obra de arte mais importante do século xx.

A exposição

A mostra visa essencialmente possibilitar o contato com obras que expressam e evidenciam de forma sensível o tema proposto com suporte de outros meios como projeção, pôsteres, fotos, música e performance teatral.

domingo, 15 de novembro de 2009

I Festival Cultura Fala Favela




















O I Festival Cultura Fala Favela é o resultado do projeto de extensão universitária Curso de Formação de Agentes Culturais Populares.
O curso visa capacitar/qualificar jovens e adultos moradores de espaços populares, sobretudo favelas em Niterói e na cidade do Rio de Janeiro, que desenvolvem atividades no campo da arte e da cultura (artistas e produtores culturais dos campos da música, dança, audiovisual, artes plásticas, artesanato, teatro e "animadores culturais"). A intenção é estimular essas iniciativas e permitir que elas possam se beneficiar de editais de fomento, sendo organizadas no sentido de captar recursos (públicos ou privados), bem como desenvolver atividades auto-sustentáveis, estimulando a formação de redes culturais nas favelas.
O festival pretende apresentar essa diversidade da produção cultural popular, na contracorrente das visões estigmatizantes e das políticas criminalizantes que hoje se voltam para as populações faveladas.

Data: 19/11/2009

Local: UFF, campus do Gragoatá, Bloco O, Niterói, RJ

Programação:

10h_Debate: Favela é cultura. Cultura é favela.
Adair Rocha (MinC), Deley de Acari (poeta e animador cultural), Victor Hugo Adler Pereira (UERJ), Severino Honorato (agente cultural popular)
Local: auditório do ICHF (2o andar bloco O)

14hàs 18h_oficinas
circo, bboying, literatura, fotografia, música, grafite
Locais: auditório do ICHF (2o andar bloco O), sala 510 bloco O, galeria do ICHF, hall dos blocos N e O.
19h: apresentações de capoeira, coral sacro N’KORIN OLÓÔRUM, hip hop, circo, roda de samba e roda de funk.

sábado, 14 de novembro de 2009

Reunião Cinema Icaraí



Na próxima terça-feira, 17/11/2009, às 19:00h,  acontecerá mais uma reunião em defesa do Cinema Icaraí.
O endereço da reunião é Av. Amaral Peixoto, 370/327 (Sede do CCOB).
O mandato do Vereador Renatinho convoca a todos que defendem esta luta a estarem presentes.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Vídeo sobre a chacina do Morro do Estado

Este pequeno, mas simbólico vídeo, mostra a última manifestação realizada em frente ao Fórum de Niterói, em julho passado, onde familiares e amigos das vítimas dos jovens assassinados pelos policiais militares no Morro do Estado se reuniram para exigir justiça.
O vídeo foi produzido e dirigido por Danilo George e Raquel Júnia com o apoio da Associação dos Moradores do Morro do Estado.



Chacina do Morro do Estado é lembrada em ato nesta sexta (18/09)

Manifestação pretende chamar a atenção da população para a proximidade do julgamento, no próximo dia 24/09

Nesta sexta-feira (18/9), às 16h, familiares e amigos das vítimas da Chacina do Morro do Estado, ocorrida em 2005, farão uma manifestação movidos pela proximidade do julgamento dos assassinos, que será no dia  24/9. O ato será em frente ao Fórum de Niterói, que fica na Rua Coronel Gomes Machado, s/º, Centro.

No dia 3 de dezembro de 2005, policiais militares invadiram o Morro do Estado, em Niterói e assassinaram cinco jovens: Wellington Santiago de Oliveira, de 11 anos; Luciano Rocha Tavares, 12; Edimilson dos Santos Conceição, 15; José Maicom dos Santos Fragoso, 16; e Wedsom da Conceição, 24. Laudos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) comprovaram que os jovens foram mortos com disparos à curta distância, o que configura indícios de execução. Os policiais alegaram que reagiam a uma troca de tiros, porém a versão foi contestada pelos peritos que não constataram marcas de tiros em direção aos PMs.

Segundo familiares, nenhum jovem tinha envolvimento com atividades ilegais, sendo eles estudantes e trabalhadores, inclusive com vínculos a projetos sociais da cidade. Os jovens fazem parte das estatísticas de assassinatos do Estado: em 2008, mais de 900 pessoas morreram e em 2007 foram 1135, isso só para citar dados mais recentes.

O movimento é organizado pela AMME (Associação de Moradores do Morro do Estado), Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo), DCE-UFF, Pré-Vestibular Popular do Morro do Estado, pelo Mandato do Vereador Renatinho e PSOL de Niterói.