quinta-feira, 31 de março de 2011

Vereador Renatinho defende Plano Municipal de Saneamento para Niterói

O vereador Renatinho (PSOL), que na última terça-feira (29/03), presidiu no plenário da Câmara Municipal de Vereadores a audiência pública em homenagem ao Dia Mundial da Água – comemorado no dia 22 de março – defendeu que Niterói crie, o mais urgente possível, um Plano Municipal de Saneamento (PMS). A exigência do PMS está na Lei do Saneamento, sancionada pelo Governo Federal em 2007. Entre os mais de 5 mil municípios brasileiros, apenas 161 possuem o plano.
Mesa: Gustavo Gomes, Katia Vallado, Renatinho,
a representante de Aguas de Niterói e Paulo Piramba.
Para o professor da Fundação Getúlio Vargas, Gustavo Gomes – que defendeu a criação na cidade de um Plano de Saneamento Municipal – , o maior conflito sobre a escassez da água potável no planeta não está apenas na conscientização pelo uso racional do produto. “Para a indústria automotiva construir um carro, são gastos 400 mil litros de água. Isso equivale a 335 mil banhos econômicos”, afirmou Gustavo Gomes, que ainda comentou que o uso maior do líquido está na agricultura.


Entre os presentes ao evento, que ainda contou com o médico Rui Nogueira, autor do livro “Água: luta do século”, havia representantes da concessionária Águas de Niterói, do Conselho Comunitário da Região Oceânica de Niterói (CCRON), do movimento Eco Socialista, do Conselho Comunitário da Orla da Baía (CCOB), além de outras lideranças comunitárias do município.
Rui Nogueira fala ao Plenário:
"A Águas de Niterói é parte do cartel de empresas que exploram a água como mercadoria no mundo!"
Representando o movimento Eco socialista, Paulo Piramba disse que a escassez de água é um problema ambiental cujos impactos tendem a ser cada vez mais graves caso o manejo dos recursos hídricos não seja revisto pelos governos. Atualmente, mais de um bilhão de pessoas não têm acesso a água limpa suficiente para suprir suas necessidades básicas diárias. Segundo estudo de entidades do setor, mais de 1 bilhão de habitantes do planeta enfrentarão uma grave escassez de água em 2050 na medida em que o aquecimento global piorar os efeitos da urbanização.

O vereador Renatinho, que solicitou a realização da audiência e que preside da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, salientou a importância de discussão sobre o tema. “Abastecimento, distribuição e tratamento da água que chega nas torneiras; preservação das nascentes, lagoas e mananciais também estarão entre outros temas em discussão nessa audiência. Mas o principal é entendermos que a água é um bem vital e não pode ser tratada como mercadoria, gerando lucros para empresários e moeda de troca para políticos imorais”, afirma Renatinho.

Ainda de acordo com Renatinho, com um Plano Municipal de Saneamento áreas desassistidas pela concessionária, principalmente a Região Oceânica, teriam que entrar imediatamente como prioridade no cronograma da empresa.

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