segunda-feira, 12 de abril de 2010

Charge: Conselho Consultivo Jorge Roberto










(clique na imagem para ampliar)
Em reportagem publicada no último domingo, maioria dos Conselheiros
não se pronunciou sobre a tragédia ocasionada pelas chuvas.

PSOL aclama Plínio Arruda Sampaio para disputar a Presidência da República





















O promotor público aposentado Plínio Arruda Sampaio, 79, foi eleito no final da tarde deste sábado como o pré-candidato do PSOL à Presidência da República nas eleições deste ano. Sampaio recebeu todos os votos dos 89 delegados presentes à 3a Conferência Eleitoral Nacional. A decisão unânime confirma as expectativas criadas após a declaração de apoio da maioria dos parlamentares do partido à pré-candidatura de Plínio e as manifestações prévias de voto de pelo menos 78 dos 162 delegados eleitos nas conferências estaduais.

O ex-deputado federal Babá, que também concorria à indicação, decidiu, no último momento, retirar sua candidatura e chamou seus apoiadores a votarem em Plínio. Martiniano Cavalcante e os delegados que votariam nele como representante do PSOL não compareceram ao evento e sua candidatura, portanto, foi considerada retirada.

Para Plínio, o debate socialista enfrenta um dos momentos mais difíceis de sua história no Brasil, diante da sacralização da figura de Lula no conjunto da população. “O desafio é criar o consenso entre os excluídos e consciência política para enfrentar o capitalismo”, disse.
Entre os pontos que o PSOL deve defender na campanha, que pretende fazer o contraponto à falsa polarização entre PT e PSDB, estão: o fim do pagamento dos juros e a auditoria da dívida pública; a implementação de um verdadeiro programa de reforma agrária, incorporando o estabelecimento de um limite de 1000 hectares para as propriedades rurais; uma política de reforma urbana que tenha como base a desapropriação dos imóveis desocupados para especulação imobiliária no país; o combate à privatização das florestas, à transposição do Rio São Francisco, à construção da usina de Belo Monte e aos transgênicos; entre outros.

“Esta é uma hora histórica. Somos contra o sistema, queremos transformar a realidade. Este é o nosso desafio nesta campanha: falar a verdade e plantar a semente do socialismo em nossa sociedade”, declarou Plínio.
Em relação às alianças para o processo eleitoral, Plínio defendeu a retomada da frente de esquerda, com PCB e PSTU, repetindo a coligação realizada em 2006.















50 anos de vida pública

Com mais de 50 anos de vida pública, Plínio Arruda Sampaio é bacharel em Direito pela USP e mestre em desenvolvimento econômico internacional pela Universidade de Cornell (EUA). Foi deputado federal por três vezes, tendo relatado o projeto de reforma agrária do governo João Goulart. Com o golpe, engrossou a primeira lista de cassados e foi para o exílio. À época, o cargo de promotor público que exercia desde 1954 também foi cassado – só sendo reconhecido novamente em 1984, quando foi anistiado e aposentado. Foi diretor de programas de desenvolvimento da FAO, órgão da ONU para agricultura e alimentação, trabalhando em todos os países da América Latina e Caribe. Um dos fundadores do PT, deputado federal constituinte e candidato a governador em 1990 e em 2006, já pelo PSOL. Atualmente é presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária (ABRA).

Charge: Arari-bóia




















Vejam a charge. Com o descaso do Pref. Jorge Roberto, até monumentos históricos
protestam. Eis o Arari-bóia!

Internautas criam movimento Acorda Jorge



Deu na coluna do Ancelmo Gois (O Globo): o prefeito de Niterói costuma dormir até tade e não
governa a cidade como deveria. Internautas já criaram um movimento na Internet. Siga no Twitter: #acordajorge





domingo, 11 de abril de 2010

Nota de Esclarecimento dos moradores de Favelas de Niterói

Nós, moradores de favelas de Niterói, fomos duramente atingidos


por uma tragédia de grandes dimensões. Essa tragédia, mais do que

resultado das chuvas, foi causada pela omissão do poder público. A

prefeitura de Niterói investe em obras milionárias para enfeitar a

cidade e não faz as obras de infra-estrutura que poderiam salvar

vidas. As comunidades de Niterói estão abandonadas à sua própria

sorte.



Enquanto isso, com a conivência do poder público, a especulação

imobiliária depreda o meio ambiente, ocupa o solo urbano de modo

desordenado e submete toda a população à sua ganância.



Quando ainda escavamos a terra com nossas mãos para retirarmos

os corpos das dezenas de mortos nos deslizamentos, ouvimos o prefeito

Jorge Roberto Silveira, o secretário de obras Mocarzel, o governador

Sérgio Cabral e o presidente Lula colocarem em nossas costas a culpa

pela tragédia. Estamos indignados, revoltados e recusamos essa culpa.

Nossa dor está sendo usada para legitimar os projetos de remoção e

retirar o nosso direito à cidade.



Nós, favelados, somos parte da cidade e a construímos com nossas

mãos e nosso suor. Não podemos ser culpados por sofrermos com décadas

de abandono, por sermos vítimas da brutal desigualdade social

brasileira e de um modelo urbano excludente. Os que nos culpam,

justamente no momento em que mais precisamos de apoio e solidariedade,

jamais souberam o que é perder sua casa, seus pertences, sua vida e

sua história em situações como a que vivemos agora.



Nossa indignação é ainda maior que nossa tristeza e, em respeito

à nossa dor, exigimos o retratamento imediato das autoridades

públicas.



Ao invés de declarações que culpam a chuva ou os mortos,

queremos o compromisso com políticas públicas que nos respeitem como

cidadãos e seres humanos.







Comitê de Mobilização e Solidariedade das Favelas de Niterói



Associação de Moradores do Morro do Estado



Associação de Moradores do Morro da Chácara



SINDSPREV/RJ



SEPE – Niterói



SINTUFF



DCE-UFF



Mandato do vereador Renatinho (PSOL)



Mandato do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL)



Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (APAFUNK)



Movimento Direito pra Quem



Coletivo do Curso de Formação de Agentes Culturais Populares

sábado, 10 de abril de 2010

JORGE ROBERTO: UM CASO DE AMOR, TRAIÇÃO E ABANDONO

Foram apenas quatro meses de namoro, tempo destinado à campanha partidária no rádio e TV, e o CASO DE AMOR, entre Jorge e a população mais pobre de Niterói, acabou virando UM CASO DE TRAIÇÃO E ABANDONO.

O prefeito eleito, Jorge Roberto Silveira, e seus aliados na Câmara destinaram 50 mil do orçamento anual para obras de contenção de encostas, enquanto criavam um Conselho Consultivo - (com 26 concubinas) - custando mais de 1.800,000,00 milhões por ano, ficando claro, que a partir daí o abandono se daria.

Com a diminuição de 23% para 18%, no orçamento destinado à saúde pública, onde a população mais pobre é a maior usuária, Jorge rompe definitivamente qualquer relação com o seguimento que mais forte cantou seu caso de amor nas rodas de samba, vielas dos morros e quadras de escolas. Rompeu com o respeito e a responsabilidade necessários para administrar e dirigir uma cidade. Não faremos a pergunta padrão porque continuaríamos no vazio em que estamos. Perguntamos: E agora?

Pessoas enterradas vivas, na avalanche no Morro do Bumba e Morro do Estado comprovam o descaso com a população de trabalhadores empobrecida com a falta de alternativa, ausência de políticas públicas e planejamento urbano. É preciso justiça! Precisamos que os governantes sejam responsabilizados pela omissão nas tragédias anunciadas. Ou vamos concordar com as declarações bizarras que culpam a natureza e os pobres? Ou assumiremos de vez, a nossa incapacidade de olhar, sentir e planejar o futuro? Reconhecer as necessidades dos outros é a melhor maneira de nos sentirmos seres humanos.