quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Hoje, dia 12, Plínio volta ao Rio para entrevista, debate e seminário












O candidato à Presidência da República pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Plínio Arruda Sampaio, irá ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira (12 de agosto) onde gravará uma entrevista para o Jornal Nacional, da Rede Globo, às 8h45, e participará de dois debates.

Após a entrevista Plínio falará, a partir das 9 horas, na Academia Brasileira de Letras (Avenida Presidente Wilson, 203 - auditório R. Magalhães Jr, Centro) em evento promovido pelo Fórum Especial 2010, do Instituto de Altos Estudos, que debaterá com os principais candidatos à presidência o “Plano Nacional de Desenvolvimento – Proposta ao Próximo Governo”. O Fórum contará com a presença, além dos presidenciáveis, do economista João Paulo dos Reis Velloso, presidente do Fórum Nacional do INAE.

Às 14 horas, o candidato estará para a PUC-RJ para participar do seminário “Caminhos do Brasil”. Estarão presentes no debate os economistas, João Sicsú e Paulo Ferracioli.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Premiação e Homenagem










Escultura em pedra sabão
medalha de prata no XXVII Salão Fluminense de Belas Artes
autor Ivone Tempone








Na próxima sexta-feira, dia 13 de agosto, às 18 horas haverá premiação e homenagem aos artistas que participaram do XXVII Salão Fluminense de Belas Artes, no Plenário Brígido Tinoco da Câmara Municipal de Niterói.
O mandato do Vereador Renatinho (PSOL) estará presente rendendo às homenagens aos artistas plásticos.
Você é nosso convidado!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

''Eu sou socialista. Serra, Dilma e Marina são capitalistas''. Entrevista especial com Plínio de Arruda Sampaio .










Aos 80 anos, Plínio de Arruda Sampaio mantém-se plenamente ativo na política brasileira. Atuou na Casa Civil paulista e foi deputado federal pelo Partido Democrata Cristão antes do regime militar, quando se exilou no Chile e, depois, nos EUA. Em 1976, voltou ao Brasil, onde fundou o Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (Cedec) e engajou-se na campanha pela abertura do regime militar e pela anistia dos condenados políticos. Participou da fundação do MDB, mas, por divergências com o então amigo Fernando Henrique Cardoso, rompeu sua ligação com o partido e entrou para o recém fundado PT, onde se tornou um dos principais dirigentes. Porém, em 2005, decepcionado com os caminhos que o partido foi tomando com a eleição de Lula, vinculou-se ao PSOL. Agora, em 2009, Plínio tem um novo desafio a sua frente: as eleições presidenciais.

Em entrevista à IHU On-Line, realizada por email, o candidato à presidência apresenta suas ideias, avalia sua saída do PT e a política de esquerda atual no Brasil. Plínio fala ainda de temas que têm discutido ao longo da sua trajetória política: a atuação de estrangeiros no Brasil e a Reforma Agrária. “O agronegócio deve ser fortemente regulado com um zoneamento agrícola que proteja o pequeno agricultor, que não tem a menor condição de competir com a mecanização altíssima dos agroexportadores”, apontou.

Confira a entrevista: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=33223

Plínio, o Vingador do Passado

"Plínio de Arruda Sampaio ironiza eleição plastificada, vinga tédio do eleitor e faz o socialismo pegar o aerotrem", comenta Vinicius Torres freire, jornalista, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 08-08-2010.




















Plínio, o Velho, animou o quase clandestino, constrangedor e no mais chatíssimo primeiro debate entre os candidatos a presidente, na TV Band. Plínio de Arruda Sampaio, 80, do PSOL, foi uma sensação entre gente internética e aquela minoria que ainda acompanha eleições de perto, uma parte daquelas pessoas ditas "formadoras de opinião". Isto é, formam a opinião uns dos outros.
Plínio parece ter vingado parcela desse eleitorado, comprometido com os candidatos principais ou sem opções, mas ressentido com a plastificação final das campanhas a presidente, mais profissionais do que nunca nesta eleição e, portanto, despolitizadas e vazias.
Um homem respeitável, na noite de quinta Plínio, no entanto, parecia encarnar uma personagem entre o professor aloprado e o tio maluco do almoço familiar. Em parte o fez com ironia proposital. Em parte.
Plínio acredita mesmo em coisas como socialismo, insurreição camponesa e "tenebrosas transações" do Império contra o Brasil. Além do mais, a personagem escapou do controle do autor. O socialismo embarcou no aerotrem, o símbolo de campanha de um folclórico e paradigmático candidato nanico, Levy Fidélix. Plínio encarnou algo como o "voto de protesto" de muito "formador de opinião" que viu o debate. Fidélix não caberia nesse papel de vingador, a não ser para niilistas anárquicos juvenis de mau gosto.
Mais divertido, Plínio é a memória ideológica viva do que foram José Serra e Dilma Rousseff, PSDB e PT.
Foi da democracia cristã de Franco Montoro (1916-1999), governador de São Paulo que deu a Serra seu primeiro cargo relevante, secretário de Planejamento e "premiê estadual", em 1983. Foi da esquerda católica, na qual Serra também esteve nos anos 1960. No governo de João Goulart (1961-64), pregou e planejou a reforma agrária "radical", uma das razões do golpe de 1964.
Foi perseguido e exilado da primeira leva. No MDB ainda frente de oposição, fez campanha para FHC, eleito suplente de senador em 1978. Rachou com os emedebistas "tucanos", avessos ao esquerdismo, e foi um dos fundadores do PT. Foi ainda um dos idealizadores dos núcleos populares de base do partido. Etc.
Plínio é o Vingador do Passado, dos incomodados com a política de agora, mas desafetos também das alternativas de outrora e sem ideia do que poderia ser novo. Para os "formadores de opinião" que divertiu, Plínio foi um momento de fantasia aceitável, o minuto de chutar o baldinho de uma política que suscita ainda menos paixão do que as campanhas já mortas de conteúdo e sem sentido do final do século XX.
PT e PSDB, Dilma e Serra, parecem diluídos e misturados no mesmo molho de marquetagem, falta de ideias e de convergência ideológica. Dilma e Serra aderem estritamente ao princípio da realidade política.
Marina Silva, PV, seria a "novidade" desta campanha, "ambientalista, mulher, parda e pobre", uma diferença na planície tediosa do cenário político - um morro de 50 metros, porém. Marina foi bastante escovada pela realidade, ex-ministra de Lula etc. É agora adotada também por marginais mauricinhos da política e dos partidos ditos tradicionais. Ainda terá esse papel, na falta de opção. Mas o riso perverso, vingativo, suscitado por Plínio é um indicativo do tamanho do desgosto da "parcela informada" do eleitorado.
Leia mais entrevistas de Plínio : http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=33223

Opinião