sexta-feira, 18 de novembro de 2011

CHEGA DE PERSEGUIÇÃO AOS SERVIDORES PÚBLICOS DE NITERÓI!

AGRESSÃO DO PREFEITO À COMPANHIA DE BALLET DE NITERÓI LEVA O VEREADOR RENATINHO APRESENTAR PROJETO DE LEI PARA GARANTIR O DIREITO DE LIVRE MANIFESTAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS!


Vejam abaixo o texto do PL e leiam a matéria de O Globo Niterói sobre a apresentação do mesmo http://oglobo.globo.com/niteroi/projeto-de-lei-garante-liberdade-de-expressao-servidores-3271056:

PROJETO DE LEI  0331/2011 

Considera direito do servidor público municipal pronunciar-se publicamente sobre suas condições de trabalho e sobre as ações administrativas do Poder Público Municipal.

Artigo 1º - É direito de qualquer funcionário público do Município de Niterói pronunciar-se publicamente sobre suas condições de trabalho e sobre as ações administrativas do Governo Municipal, com total liberdade de expressão, sem nenhum impedimento legal, administrativo ou moral.

Artigo 2º - Fica revogado o inciso I do artigo do artigo 195 da Lei Municipal 531 de 18 de janeiro de 1985 (Estatuto do Servidor de Niterói).

Artigo 3º. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Sala das Sessões, 17 de novembro de 2011.

Gezivaldo Ribeiro de Freitas
Vereador Renatinho – PSOL


RENATINHO QUER O FIM DA LEI DA MORDAÇA EM NITERÓI!

Chamado pela doutrina de “Lei da Mordaça”, alguns artigos e incisos de Lei e Decretos, deveriam servir como documento histórico que reflete um momento em que o país foi submetido a um regime político de exceção, uma demonstração as novas gerações de como é viver sob um governo que ignora direitos e garantias fundamentais. Com o advento da Constituição Federal de 1988, inegavelmente alguns regramentos de conteúdo extremamente autoritários e cerceadores de direitos e garantias fundamentais não mais pertencem à nossa realidade jurídica. Chega a ser redundante dizer que, em respeito ao sistema de garantias e proteção ao livre pensamento, o constituinte não mediu esforços para afirmar que o governante não pode mais impedir que o indivíduo diga o que pensa sobre assuntos de seu interesse.

Na noite desta quarta-feira (16 de novembro de 2011), durante uma reunião do Conselho Municipal de Cultura, os conselheiros tomaram conhecimento de que toda a diretoria da Companhia de Ballet de Niterói havia sido demitida por ordem do governo municipal, incluído entre os afastados está inclusive um dos fundadores da companhia. As retaliações à Companhia de Ballet começaram na noite do último domingo (13 de novembro de 2011) quando os artistas leram uma carta de esclarecimento ao público presente ao espetáculo realizado na Praia de Icaraí, onde expuseram a realidade em que a Companhia se encontra, sofrendo com o descaso das instâncias governamentais do município de Niterói. A Companhia de Ballet da cidade de Niterói, que se encontra desde 2007 lutando por condições dignas de trabalho (não tendo sequer sede própria para ensaios) e melhorias salariais, além de não ter sua reivindicação atendida, sofreu essa grave retaliação arbitrária e ditatorial por parte do governo. Agora o Prefeito fala inclusive em extinguir a Cia de Ballet, demonstrando toda a sua capacidade de superação no que diz respeito ao cometimento de abuso de poder, desrespeito e assédio moral a servidores. (Vejam a matéria de O Globo Niterói sobre o tema: http://oglobo.globo.com/niteroi/prefeito-acaba-com-cia-de-ballet-cria-cia-de-danca-de-niteroi-3261165 e também http://oglobo.globo.com/niteroi/extincao-da-companhia-de-ballet-recebe-duras-criticas-3271367).
Manifestação democrática dos bailarinos na Praia de Icarai
Infelizmente os instrumentos de controle e repressão aos funcionários públicos sempre existiram e fizeram parte do arsenal dos donos do poder estatal para calar a boca dos trabalhadores. Historicamente a organização e a luta dos trabalhadores foi pautada pela repressão, pelo cala-a-boca, pelo impedimento de voz e manifestação. Não é, portanto, outra a razão da existência de “estatutos de funcionários públicos” produzidos sob a égide do autoritarismo, da ditadura militar, no auge da repressão e outros até depois da anistia, como o caso do Estatuto dos Funcionários de Niterói, decretado ainda sob resquícios deste tempo que devem ficar restrito apenas aos livros de história.

Nesse período, a produção de uma mentalidade de terror, de medo, de cerceamento da liberdade de expressão, acomodou-se nos textos das leis dos estatutos do funcionalismo público impondo pesado silêncio a essa categoria de trabalhadores.

Em nosso Município, as práticas de perseguição e assédio moral contra os funcionários têm se tornando comum e é preciso que isso seja imediatamente contido. Outro exemplo para além do absurdo ocorrido com a Companhia de Ballet, aconteceu em abril deste ano quando o presidente da Fundação Municipal de Educação, Cláudio Mendonça, publicou a portaria FME número 0483/2011, publicada em 8 de abril de 2011 no Diário Oficial do Município, visando a “apuração sumária de (suposta) irregularidade” na Escola Municipal Levi Carneiro, no Sapê. Mendonça demonstrou descontentamento ao encontrar um jornal do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) de Niterói afixado no quadro de aviso da escola e reeditando o tempo da Ditadura Militar, o presidente da FME quis punir os responsáveis pela colocação do informativo. 
Manifestação dos profissionais de educação que depois da greve tiveram seus contra-cheques  negativados.
Por meio de abaixo-assinado encaminhado à Comissão de Direitos Humanos da Câmara, a comunidade escolar do colégio solicitou providências contra a medida do presidente da FME, qualificando-a corretamente como desproporcional e autoritária. Através do documento, os professores lembraram que a Constituição Federal, no Artigo 5º, incisos II, IV e IX, garante a livre manifestação, sendo vedado o seu anonimato. Além de notificar extrajudicialmente a direção da Escola Municipal Levi Carneiro, Cláudio Mendonça notificou extrajudicialmente os dirigentes do Observatório Social de Niterói, movimento social criado especificamente para acompanhar gastos e concorrências públicas do Poder Público e que havia denunciado gastos da Fundação de Educação considerados desnecessários, como o gasto de R$ 1,362 milhões para a aquisição de brinquedos que, segundo noticiou o Globo Niterói à época, poderiam ser comprados por R$ 715 mil a menos do que foi pago. 

Garis, apoiados por diversas entidades, protestam contra a privatização da CLIN na sede da empresa
Também na Companhia de Limpeza de Niterói (CLIN) permeiam denuncias acerca de demissões arbitrárias. Em especial funcionários que tentam fazer oposição à direção do sindicato, famosa por apoiar e compor o governo (o atual presidente do Sintaclus – Sindicato dos Trabalhadores em asseio, Conservação e Limpeza Urbana – que abriga os funcionários da CLIN – é ao mesmo tempo Subsecretário de Direitos Humanos do Município), são perseguidos e até demitidos pela direção de empresa, ainda dirigida pelo Poder Executivo Municipal. Recentemente, até um dos diretores do Sintaclus, membro da diretoria executiva eleita pela categoria, mesmo com sua estabilidade sindical garantida pela legislação e pela jurisprudência trabalhista, foi sumariamente demitido após romper politicamente com o governo municipal e agora busca sua readmissão na justiça. 

Isto sem falar nas inúmeras sindicâncias e inquéritos abertos “a pedido”, nas quais Chefes e Agentes Políticos ligados a determinados partidos utilizam-se da máquina pública para perseguições político-pessoais, a exemplo de várias denúncias já recebidas pela Comissão de Direitos Humanos desta Casa, dentre as quais, destacam-se as constantes nos processos 70/7333/2011, 180/328/2011 e 40/700251/2010 todas envolvendo possíveis práticas de abuso de poder, assédio moral e tráfico de influência, praticadas contra um único servidor concursado, com conduta ilibada e inumeráveis contribuições a nossa municipalidade. Estes e outros processos são movimentados ao “sabor” dos interesses políticos, usados como arma de assédio moral para humilhar e manter funcionários calados, proibidos de manifestar quaisquer opiniões sobre a política do Município.

As perseguições e punições absurdas e arbitrárias surgem a todo momento, como se falar dos atos do Poder Público fosse algo impossível, um pecado maior. Em troca, a promessa de um emprego sempre garantido e um Estado imponente, infalível e inacessível às críticas dos simples trabalhadores. Mas foi no tempo-espaço da ditadura militar que surgiram vários estatutos, entre eles o Estatuto dos Funcionários Municipais de Niterói, instituído pelo Decreto 531/85, em especial no artigo 195, inciso I, muito utilizado pela administração pública local para perseguir trabalhadores.

Os ventos de um novo tempo vieram com a abertura, a queda da ditadura e a troca dos governantes, mas, no entanto, não foram acompanhados pela “limpeza” do entulho e autoritarismo encalhados em alguns estatutos Municipais e Estaduais.

"A perseguição politica é uma prática deste governo do PDT de Niterói. É um governo autoritário e que governa apenas para seus aliados, ou seja, qualquer crítica ou discordância interna, por menor que seja, é punida como nos regimes ditatoriais. O ataque à Cia de Ballet foi um dos últimos exemplo disso. É mais do que urgente fazermos uma reforma completa no Estatuto do Servidor, que é anterior à Constituição Federal de 1988 e por isso ainda mantém lastros antidemocráticos. Nosso projeto com a afirmação de direitos constitucionais e a revogação do inciso I do artigo 195 é apenas um passo importante para os servidores, mas é preciso uma ampla discussão para criarmos um novo código municipal.", afirmou na oportunidade o Vereador Renatinho (PSOL), que é presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Niterói.

A voz do funcionalismo público tem, nesse sentido, direito e dever, uma dupla missão: denunciar o descaso das autoridades com o investimento no serviço público e lutar por melhorias nas condições de trabalho. Isso tem que ficar claro e não pode ser confundido. O papel do servidor público municipal como cidadão é fundamental, inclusive de se manifestar contrariamente às medidas da administração quando considerá-las lesivas ao interesse público.

“É no sentido de dar liberdade ao funcionalismo, sem que isso signifique ausência de responsabilidade em sua análise e crítica, que apresentamos esse projeto de lei. É necessário dar vez e voz ao funcionário público para que este exerça, junto com a população a quem serve, o direito e dever de acompanhar a ação governamental. Portanto, além de suprimir resquícios de autoritarismo infundado no estatuto, devemos exaltar o direito e a obrigação de o funcionário público de ter livre expressão sobre o seu trabalho, as condições do trabalho, o descaso governamental, as maquiagens, desvios e quaisquer outras situações de aviltamento do serviço público municipal.”, finalizou Renatinho (PSOL), que seguirá lutando contra esse e outros governos autoritários, sempre em defesa do funcionalismo público e dos direitos humanos de todos os trabalhadores de Niterói.

CAMPO DE SÃO BENTO REABERTO DEPOIS DE MUITA LUTA!

APÓS MUITA LUTA DA POPULAÇÃO, COM ATOS PÚBLICOS, ABAIXO-ASSINADOS E DENÚNCIAS INCLUSIVE AO MINISTÉRIO PÚBLICO, OS PORTÕES LATERAIS DO CAMPO DE SÃO BENTO FORAM REABERTOS! 

IDOSOS, PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, MÃES COM CARRINHO DE BEBÊ, MORADORES DO ENTORNO E TODOS OS FREQUENTADORES VOLTARÃO A TER GARANTIDA A ACESSIBILIDADE E O DIREITO DE IR E VIR EM UM DOS PRINCIPAIS PARQUES DA CIDADE!

VITÓRIA DA POPULAÇÃO DE NITERÓI! VAMOS JUNTOS RUMO À OUTRAS VITÓRIAS PARA CONSTRUIRMOS UMA CIDADE REALMENTE DEMOCRÁTICA E FRATERNA!!!

Jornal Santa Rosa destaca o esforço feito por Renatinho para que o Poder Executivo
finalmente atendesse a vontade da população 

População do entorno comemora a reabertura solicitada, formalmente e nas ruas, diversas vezes por Renatinho 

Relembrem a mais recente Indicação Legislativa feita por Renatinho solicitando providências. 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

TODO APOIO À COMPANHIA DE BALLET DE NITERÓI! PREFEITO PRECISA RESPEITAR OS ARTISTAS DA CIDADE!

Os bailarinos da Companhia de Ballet de Niterói denunciaram, nesta quinta-feira (17-11), que a Prefeitura anunciou que vai demitir os seus diretores artísticos. A decisão é uma retaliação ao protesto que os bailarinos fizeram no final de uma apresentação do grupo, no último domingo (13-11), na Praia de Icaraí, para denunciar a situação dos bailarinos – que são consursados. 
Manifestação legítima da Cia de Ballet na Praia de Icarai
No domingo, após a apresentação da Comapanhia, num palco montado na Praia, foi estendida uma faixa e lida uma carta (que segue em abaixo) aberta à população. Nesta quinta-feira (17-11), o grupo esteve nas galerias da Câmara, tendo recebido o apoio do vereadores Renatinho (PSOL), Waldeck Carneiro e Leonardo Giordano (ambos do PT). A faixa, que dizia “Bailarinos da Companhia Pública de Niterói Desvalorizados”, levada ao ato de domingo foi aberto pelos grupo de bailarinos no ato na Câmara de Vereadores.

“O governo finge que se preocupa com a cultura realizando grandes encontros, como esse da América do Sul, mas não valoriza e não respeita os artistas da cidade. A princípio, não tenho nada contra um encontro cultural como esse na cidade, mas temos que atender as necessidades da população e dos artistas locais. Não dá para fazer um grande evento como esse e, por exemplo, inaugurar o Centro Petrobrás de Cinema, como foi feito, sem ao menos ter água no banheiro para as pessoas lavarem as mãos. Acima de qualquer coisa, não admitiremos perseguição política contra nenhum funcionário público que se manifeste ou que apresente denuncias contra o governo. A Cia de Ballet está certíssima em cobrar salários e condições dignas de trabalho”, disse o vereador Renatinho (PSOL).
Carta de esclarecimento da Cia de Ballet
Segundo os bailarinos, a prefeitura de Niterói, embora tenha prometido, não investe na Companhia, que não tem sequer sede própria para ensaios. Os artistas não recebem salários dignos e equivalentes a outras companhias de mesmo nível técnico. Além disso, a prefeitura revela que cortará R$ 2.500.000,00 do orçamento para a Cultura no ano que vem.
Bailarinos na Câmara em busca de seus direitos enquanto artistas concursados da cidade
                             CHEGA DESTE GOVERNO ARBITRÁRIO E SEM CARÁTER!

PREFEITURA DIVULGA NOTA À IMPRENSA: Logo após os bailarinos deixarem a Câmara Municipal, o Prefeito, de forma covarde e imoral, enviou uma nota para a imprensa informando que extinguiria a Cia de Ballet (Vejam no Globo on Line: http://oglobo.globo.com/niteroi/prefeito-acaba-com-cia-de-ballet-cria-cia-de-danca-de-niteroi-3261165). Imediatamente o Vereador Renatinho postou um comentário no Facebook respondendo à arbitrariedade do Prefeito:

"O Prefeito, irresponsável e incompetente, agora em represália aos bailarinos, que protestaram por melhores condições de trabalho, diz que vai acabar com a Companhia de Ballet de Niterói! Atitude covarde de um Prefeito inoperante e omisso com as principais questões da cidade e que agora quer se vingar daqueles que o denunciam! A Companhia de Ballet que nunca teve sequer uma sede para ensaios e que sempre viveu com verbas insuficientes do poder público, agora é acusada pelo principal responsável pelo abandono da cultura da cidade de ter "perdido o caráter social"! Mas a verdade virá à tona e o que ficará demonstrado de novo é que o caráter, social e moral, dos bailarinos da cidade está cada vez mais fortalecido e que falta é caráter e seriedade ao prefeito para respeitar e valorizar os artistas da cidade! Está tudo contado, medido e pesado nesse mundo...vamos lutar cada vez mais, de forma incansável, contra esse prefeito e contra as arbitrariedades e imoralidades cometidas por este governo!", afirmou Renatinho em seu Facebook.

O vereador do PSOL seguirá denunciando em todos os espaços os descalabros cometidos por este governo, estará junto dos artistas em mais esta luta e não descansará enquanto o Prefeito não voltar atrás nessa decisão de extinguir a Companhia de Ballet. Renatinho estudará, junto ao seu gabinete, aos bailarinos e aos demais movimentos sociais, todas as formas de barrar essa arbitrariedade de Jorge Roberto.

Acompanhem em nosso blog e facebook (http://facebook.com/renatinhopsol) os próximos passos de mais essa luta!

APROVADO O TOMBAMENTO DA PESCA ARTESANAL DE ITAIPU COMO PATRIMÔNIO CULTURAL DA CIDADE

TOMBAMENTO DA PESCA ARTESANAL DE ITAIPU COMO PATRIMÔNIO CULTURAL DA CIDADE É APROVADO NA CÂMARA MUNICIPAL DE NITERÓI
Modo de vida centenário da comunidade local que continua resistindo.
 A Câmara de Vereadores de Niterói aprovou, por unanimidade, nesta quarta-feira (16-11), projeto de lei (263/2010), de autoria do vereador Renatinho (PSOL), que tomba a pesca artesanal praticada em Itaipu - que passará a integrar o patrimônio histórico e cultural da cidade. A proposta foi laborado em conjunto com a comunidade de pescadores artesanais de Itaipu e as demais comunidades tradicionais locais, e em parceria com professores das faculdades de Direito e Antropologia da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Com a aprovação deste projeto, ficará tombada a pesca artesanal praticada em Itaipu, que passará a integrar o patrimônio histórico e cultural, de natureza imaterial de Niterói. Com esse tombamento, o Poder Público deverá proteger e incentivar as características da pesca artesanal praticada naquela localidade. Aquela comunidade é a verdadeira responsável pela preservação ambiental e cultural de Itaipu e, por isso, deve ser valorizada e garantida em seus direitos”, assinala Renatinho. 
Liderança local, Seu Chico acompanhado de Fabio Reis, antropólogo da UFF, defende a aprovação da lei.

O presidente da Associação Livre de Pescadores e Amigos da Praia de Itaipu (ALPAPI), Jorge Nunes de Sousa, Seu Chico, destaca a importância da aprovação do projeto. “A nossa região, que há tempos sofre com a especulação imobiliária, tem gerando muita cobiça, inclusive para a exploração do turismo predatório e também da pesca predatória. A cidade precisa preservar a nossa pesca artesanal, que é muito importante na nossa cultura”, afirmou Seu Chico.
Renatinho observa Cambuci, um dos mais tradicionais pescadores artesanais de Itaipu.
Antes da aprovação do projeto o vereador Renatinho esteve por diversas vezes em Itaipu junto das comunidades tradicionais, como do Canto Sul de Itaipu, do Morro das Andorinhas e da Duna Grande, além da aldeia Guarani, no canto de Camboinhas. O vereador do PSOL realizou, em agosto, audiência pública na Câmara, para discutir o tombamento. A audiência contou com pescadores, ambientalistas, moradores e do professor de antropologia da UFF, Fábio Reis. Teve, ainda, na mesa da atividade o senhor Jairo Reis, pescador artesanal e diretor da ALPAPI. Na ocasião, inclusive, o secretario municipal de Meio Ambiente, Fernando Guida, declarou apoio ao projeto.
Antes da pesca predatória e do despejo de dejetos no mar, a atividade artesanal produzia muito mais renda e alimento.

Aprovação – Durante a aprovação pelo conjunto de vereadores, Renatinho destacou a importância da aprovação do projeto, para que também possa conter o despejo de lixo nas ilhas do Pai, da Mãe e da Menina, em Itaipu. A companhia Docas S/A, que administra o Porto do Rio de Janeiro, vem jogando toneladas de dejetos na região, causando poluição e trazendo prejuízos para os pescadores locais. “As redes de pesca tem vindo repletas de dejetos depois que se iniciou a dragagem dos portos do Rio. Isso não pode continuar e o tombamento servirá para conter esse crime ambiental”, explicou Renatinho.
Seu Bichinho, pescador mais antigo do local, ajudando a retirar das redes o lixo despejado por Docas/SA.
“A pesca artesanal no mar e na laguna de Itaipu, ali registrada há várias gerações, resiste, garantindo não só uma profissão, mas um modo de vida tradicional, associado às condições ambientais desses ecossistemas. Esta pesca se caracteriza, principalmente, pelo uso de instrumentos simples por pescadores autônomos, atuando sozinhos ou em parcerias, e pelo sistema de remuneração através da divisão da produção em partes”, completou Renatinho.
Jairo, lideraça da pesca artesanal local, tem esperança de que a aprovação do PL ajude a melhorar essa situação.
O mar e a lagoa, a partir da atividade da pesca artesanal, são espaços culturalmente criados pelas comunidades que transmitem seu bem imaterial de geração a geração. Esse saber, com inúmeras variantes, abrange conhecimentos complexos sobre condições ambientais, as mudanças do tempo, o comportamento das marés, do ciclo lunar, dos ventos e das espécies de peixes. Assim, produzem suas próprias referências, seu saber empírico aprendido no dia a dia, na observação e na experiência acumulada pelas diversas gerações.

"Esperamos que a nossa luta, com o abaixo-assinado e agora com a aprovação do tombamento imaterial, nos fortaleça para vencer essa batalha contra o despejo de lixo e contra a especulação imobiliária. A pesca artesanal gera emprego e renda para a comunidade local, além de ajudar na preservação do meio ambiente. Nós precisamos do meio ambiente protegido e equilibrado, por isso somos grandes aliados dos ambientalistas locais. Espero que o tombamento traga mais responsabilidade aos governantes da cidade e do estado.", disse o pescador artesanal Jairo Augusto, diretor da ALPAPI. O Projeto aprovado pela Câmara aguardará agora a sanção do Prefeito que deve ser dada em até 15 dias úteis. Caso o prefeito vete o projeto aprovado, a Câmara poderá rejeitar o veto e promulgar a lei municipal.


A LUTA CONTINUA EM DEFESA DA PERMANÊNCIA E DA SOBREVIVÊNCIA DE TODAS AS COMUNIDADES TRADICIONAIS! LUTEM E ASSINEM TAMBÉM O ABAIXO-ASSINADO CONTRA O DESPEJO DE LIXO NO MAR DE ITAIPU: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N14347

terça-feira, 8 de novembro de 2011

INDICAÇÃO DE RENATINHO SERÁ ATENDIDA E PORTÕES DO CAMPO DE SÃO BENTO SERÃO REABERTOS!


Indicação Legislativa enviada ao novo Secretário de Segurança

O vereador Renatinho (PSOL) esteve, nesta terça-feira (8-11), com o secretário municipal de Segurança Pública e Controle Urbano, tenente-coronel Ruy França – recém empossado no cargo – para acertar detalhes de como será a reabertura dos portões do Campo São Bento, em Icaraí. No final de outubro, através de indicação (02495/2011), Renatinho solicitou mais uma vez, nesta oportunidade ao novo secretário de segurança, a reabertura dos portões de dois acessos ao parque, que estavam fechados desde o início deste ano. 

“Além de agradecer por ter sido finalmente acolhido o pedido dos moradores, exposto inclusive nos abaixo-assinados realizados, ao qual eu reproduzi em mais de um oficio e na indicação legislativa, pedi ao secretário para explicar aos vereadores quais serão os próximos passos para a tão esperada reabertura dos portões”, assinalou Renatinho, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal. Renatinho falou com o secretário na sala da Presidência da Câmara, quando Ruy França participou de uma reunião com os membros da Casa.

População organizada coletou mais de 1.000 assinaturas pela reabertura dos portões.
O novo secretario, Ruy França, disse que o Campo de São Bento passará por um reforço na segurança realizada pelos guardas municipais, que passarão a atuar também de bicicletas. Renatinho aproveitou também para reivindicar que o Campo passe a fechar um pouco mais tarde, em especial no horário de verão e que os banheiros também tenham seu horário de funcionamento estendido. Quanto a esta questão, o secretário ficou de analisar junto a sua equipe e dar a resposta em breve ao vereador.

A partir do fechamento em janeiro, o mandato do vereador Renatinho reivindicou a abertura dos portões do Campo de São Bento. Na oportunidade, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara recebeu inúmeras denúncias, em especial da população residente no entorno, e enviou oficio à Secretaria solicitando a reabertura dos portões. 

Posteriormente, o então secretário de Segurança, Wolney Trindade, respondeu ao ofício da Comissão de Direitos Humanos afirmando que não reabriria os portões, alegando na oportunidade, entre outros argumentos, que “idoso tem mais é que andar”. 
Vereador Renatinho participou da coleta de assinaturas pela reabertura dos portões
A partir deste posicionamento do secretário, a imprensa fez matérias, que repercutiram na opinião pública. Foi realizada uma reunião na sede da Secretaria de Segurança, onde pessoalmente o mandato do vereador Renatinho reforçou o pedido de reabertura dos portões, o que novamente foi negado. 
População se uniu ao mandato e aos movimentos sociais.

Desdobramentos – A partir disso, foram organizados alguns atos públicos no Campo de São Bento onde o mandato, junto com o Conselho Comunitário da Orla da Baía (CCOB), recolheu mais mil assinaturas em um abaixo-assinado que pedia a reabertura dos portões. 

O CCOB fez ainda uma representação ao Ministério Público Estadual, que instaurou um Inquérito Civil para apurar a ilegalidade do ato do secretario Wolney Trindade. Depois de tantos esforços do mandato, do CCOB e da população em geral, Wolney Trindade passou a manter abertos os dois portões principais e abriu os laterais apenas nos finais de semana, o que antes não vinha sendo feito. 

No entanto, ele não abriu mão de manter fechados os portões laterais durante a semana. Desde então, denúncias e solicitações não pararam de ser feitas. Diversas delas chegaram à Comissão de Direitos Humanos e, por várias vezes, o mandato cobrou do secretário, e o vereador Renatinho ocupou a tribuna durante as sessões plenárias da Câmara para denunciar a postura de Wolney. 
Arte do adesivo utilizado pela população contra o fechamento das praças de Niterói
“Para a Comissão de Direitos Humanos, da Criança, do Adolescente, do Idoso, da Mulher e da Pessoa com Deficiência é fundamental que os portões laterais do Campo São Bento sejam reabertos, para que os idosos e as pessoas com deficiência passem a ter mais facilidade em frequentar o espaço público, estando o mesmo com a acessibilidade prejudicada”, assinala Renatinho. 

“Todos sabem que já era um costume da população local, especialmente os idosos, crianças e pessoas com deficiência, utilizar das passagens laterais, tanto para o lazer quanto para seus compromissos diários. Pessoas que iam ao mercado, ao banco e outros locais. Por isso, a justificativa apresentada na época pelo então secretário Wolney Trindade não procede em nosso entendimento. É necessário reforço dos serviços de segurança pública no local, direito fundamental de toda a população para a plena garantia da qualidade de vida, mas isso não se dá com o fechamento dos portões, o que, pelo contrário, só vem gerando constrangimentos e mais preocupações para todos”, declara Renatinho.

ÂNGELA GEMESIO RECEBE TÍTULO DE CIDADÃ NITEROIENS​E POR INICIATIVA DE RENATINHO (PSOL)!


Ângela Gemesio recebe Título de Cidadã Niteroiense das mãos do Vereador Renatinho (PSOL).

O vereador Renatinho (PSOL) entregou, nesta segunda-feira (8-11), no plenário da Câmara Municipal, o Título de Cidadã Niteroiense à atriz Ângela Gemesio. Natural de Itaperuna, Noroeste Fluminense, Ângela, que também é escritora, integra a Associação Niteroiense de Escritores.

“Condecorada com a medalha Joaquim Nabuco pelo Instituto Histórico e Geográfico de Niterói e pela Associação Fluminense de Belas Artes, Ângela é uma das mais importantes representantes da arte da cidade, pois divulga nacional e internacionalmente o nome de Niterói”, afirmou Renatinho. Durante a solenidade, que contou com parentes, amigos da atriz, além de artistas e escritores do município, Ângela agradeceu emocionada a homenagem.
Câmara Municipal fica cheia durante a homenagem à Ângela Gemesio.
Participaram do evento a diretora da Faculdade de Letras da Universidade Federal Fluminense (UFF), Márcia Pessanha; o criador do Grupo Mônaco, Carlos Mônaco; a presidente da Associação Niteroiense de Escritores, Leda Mendes Jorge; o presidente da União Cigana do Brasil, Mio Vacithe; e o presidente da Associação Fluminense de Belas Artes, Edson De Luna Freire.

Por que morreu o cinegrafista da Band?




Por Milton Temer

A morte do cinegrafista Gelson Domingues, da TV Band, obriga uma reflexão sobre o trabalho imposto aos profissionais de TV, na cobertura de eventos policiais. 
Obrigados a se transformar em protagonistas nos invasões bélicas que a Polícia realiza sobre comunidades carentes, cinegrafistas e repórteres operam sob risco permanente de morte.
E por que se tornam protagonistas? Não é difícil explicar. Tornam-se protagonistas porque são parte de uma operação política de porte maior, que se inicia bem fora e bem acima das próprias chefias de redação. Estabelecidas através das relações promíscuas entre a cúpula do aparelho do Estado e as próprias empresas, quase todas com identidade ideológica bastante conservadora. Coincidentes, portanto, com a visão do próprio governador, haja vista a primeira das grandes invasões, no morro do Alemão. Ali houve eliminação de inocentes, comprovada pela pesquisa posterior, tornada pública, do então responsável pela Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, João Tancredo, e o deputado Marcelo Freixo (PSOL). E não foi em baixo volume o canto de louvor que os telejornais entoaram na ocasião.
Haja vista também a forma generosa com que Estado e Prefeitura do Rio conviveram com as famigeradas milícias, em convívio e apoio que não ocultavam. Estão aí os YouTubes da vida para confirmar.
É evidente, portanto, que há uma operação planejada. As redações são avisadas previamente das operações, porque ninguém adivinha o que ainda não ocorreu, de molde a pautar o assunto, visando  dois objetivos.
O primeiro é a afirmação tão a gosto do senso comum de que o "governo não tergiversa com o tráfico". Pode até ser verdade, quando isso se localiza no ataque à ponta do varejo; aquela sem poder econômico para alcançar segmentos do Estado envolvidos com as mega-operações.
Criminalizar a pobreza é considerado natural pela parcela mais alienada e reacionária da sociedade, área em que o governador e seu prefeito da Capital lançam a rede na pesca de votos.
Quando escrevo, imagens dos telejornais começam a mostrar os presos na operação que vitimou o cinegrafista - um bando de pés-de-chinelo sobre os quais se concentrará a investigação sobre o autor do disparo, através de perícia na arma apreendida -.
E alguém terá que fazer muito esforço para me convencer com a ladainha - olhando para o retrato da quadrilha - de que violência não tem nada a ver com miséria e pobreza; com falta de alternativa de vida digna; com puro ajuntamento de monstros que, em qualquer condição social, seriam criminosos.
Pode até ser. Estão aí os banqueiros e sonegadores de toda ordem, contra os quais sequer se pode usar algema na hora da prisão. Aí, ninguém cogita de examinar o caráter sociopatas de cada um deles. Estão bem vestidos, frequentam locais sociais onde convivem, e negociam patrocínios de eventos, com membros proeminentes da magistratura.
O segundo objetivo é bélico. É tática militar. É usar os meios de comunicação para implantar, pela imagem da tropa que invade super-equipada uma favela, o terror contra os futuros alvos a abater. Ou seja; inteligência usada não para isolar o tráfico sem tiroteio, mas para alimentar a idéia de que tudo será resolvido na bala. Com a aplicação de pena de morte através dos ditos "autos de resistência".
E não digam ser isto utópico, inalcançável, porque a própria Polícia Civil do Rio já deu exemplo disso, na captura do assassino do jornalista Tim Lopes, sem um único disparo. Por agentes da banda boa, que não opera pela execução, mas pela prisão e posterior condenação judicial.