segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O Grito dos Excluídos Niterói/ 2010 - será marcado pela presença dos desabrigados e dos índios


     


Os desabrigados das chuvas de abril, darão seu grito,  nesse 07 de setembro!







Cinco meses após a tragédia do Morro do Bumba, existem ainda, pelo menos, 2 mil pessoas em situação de risco nas encostas de Niterói, e outras 2 mil sem receber aluguel social ou ajuda do governo municipal. Temos em Niterói aproximadamente 8 mil moradores de rua.

Dia 07 de setembro, amanhã, às 9 horas e trinta minutos, na Praça da República, a concentração para o Grito dos Excluídos/ 2010 - Niterói.


Os Índios da Aldeia de Camboinhas, também estarão presentes no Grito dos Excluídos.

 "Estaremos lá gritando pela igualdade entre os povos e  levando o nosso apoio à luta dos desabrigados." declarou o Cacique Darcy.

Manifestações Culturais também presentes nas atividades do Grito dos Excluídos!

Os grupos Apafunk, Teatro Infantil e o Coral dos Índios da Aldeia de Camboinhas farão apresentação para os desabrigados/ moradores do 3º BI e 4º Gecam, a partir das 15 horas.
Local: 4º GECAM 


“Brasil: na força da indignação, sementes de transformação"







O Grito dos Excluídos é uma grande manifestação popular para denunciar todas as situações de exclusão e assinalar as possíveis saídas e alternativas. Antes de tudo, é uma dor secular e sufocada que se levanta do chão. Dor que se transforma em protesto, cria asas e se lança no ar.

De ponta a ponta do país ou do continente, o povo solta ao vento o seu clamor, longamente silencioso e silenciado. É um grito que ganha os ares, entra pelas portas e janelas, toma os espaços. Tem como objetivo unificar todos os gritos presos em milhões de gargantas, desinstalar os acomodados, ferir os ouvidos dos responsáveis pela exclusão e conclamar todos à organização e à luta.
É o grito dos empobrecidos, dos indefesos, dos pequenos, dos sem vez e sem voz, dos enfraquecidos – numa palavra, o grito dos excluídos. Quer ser uma instância articuladora, animadora e interpeladora dos movimentos sociais; um espaço facilitador das diversas lutas e demandas sociais.








o Grito marca o ressurgimento da luta política e a expressão clara da luta de classes existente no nosso país”.

[Delwek Matheus, dirigente nacional do MST]

Faça a sua doação para a candidatura de Plínio














Saiba como contribuir acessando:
http://www.plinio50.com.br/contribua-com-a-campanha.html

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

No Rio, Plínio vota pelo limite da terra











No primeiro dia de realização do plebiscito organizado pela Comissão Pastoral da Terra e outras 53 entidades que conformam o Fórum Nacional pela Reforma Agrária, o candidato do PSOL, Plínio Arruda Sampaio, votou na urna montada por estudantes e servidores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira.
Logo após o debate promovido como parte do "Circuito Universitário" - ciclo de palestras e debates sobre o programa de governo que o PSOL e apoiadores têm organizado em todo o país -, no salão nobre do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), Plínio votou e convidou os cerca de 400 estudantes presentes não só a votar também, mas a conhecerem um assentamento ou acampamento dos movimentos de luta pela reforma agrária.
Após a votação, o candidato concedeu entrevista ao programa humorístico CQC, exibido pela TV Bandeirantes, e questionado por Rafael Cortez sobre a hipótese de iniciar a reforma agrária por suas propriedades Plínio lembrou, com bom humor, que o sítio de propriedade de sua família tem área muito inferior ao limite proposto pelo Fórum Nacional pela Reforma Agrária. São 50 hectares de terras, ou cerca de 5% da área defendida pelos movimentos de defesa da reforma agrária no país como aceitável.
Um "jornalista" que acompanhava a gravação para o humorístico, no afã de seguir o discurso do modelo único neoliberal para buscar uma melhor colocação no disputado mercado de trabalho, ou por pura má intenção, preferiu afirmar que Plínio teria tergiversado ao responder à pergunta. Talvez porque não tenha entendido o humor proposto pelo CQC, ou porque não se lembrou que a tarefa básica ensinada nos primeiros anos das faculdades de jornalismo numa situação dessas teria sido perguntar novamente ao candidato qual o tamanho da propriedade que ele possui - o que não foi feito.

Saiba mais sobre o Plebiscito pelo Limite da Terra e sobre o programa de Plínio 50 - PSOL  para governar, acessando:

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

CIRCUITO UNIVERSITÁRIO - Plínio leva suas propostas e chama para o Plebiscito Popular pelo Limite de Propriedade da Terra pela .












Plínio de Arruda Sampaio, do Psol, passou o dia no Rio de Janeiro, onde falou para uma plateia de estudantes.
O compromisso foi no teatro de arena da Universidade Federal do Rio. O candidato apresentou propostas de governo e participou de um debate com estudantes da UFRJ.
Plínio de Arruda Sampaio anunciou que, se for eleito, vai fazer uma reforma agrária radical.
Ele pretende limitar em mil hectares a propriedade da terra: “O resto precisa ser repartido, que é pra você poder colocar a população rural na terra. Esse é um beneficio enorme pras cidades. Porque essas populações nem vêm pras cidades. Não vindo, ela não afoga o serviço público nas cidades. Porque aqui não vai encontrar emprego, não tem emprego mais nas cidades.

No fim da tarde, o candidato do Psol participou de mais um debate, na Universidade do Rio de Janeiro, a Unirio.

leia mais:
http://www.plinio50.com.br/noticias/333-na-unirio-plinio-volta-a-tocar-o-coracao-da-juventude.html
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1328891-7823-PLINIO+DE+ARRUDA+SAMPAIO+FALA+PARA+UNIVERSITARIOS+NO+RIO,00.html

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Plínio recebe homenagem em Niterói





















Nesta segunda-feira, dia 30, Plínio Arruda Sampaio, recebeu o título de cidadão honorário de Niterói, diante de cerca de quatrocentas pessoas no auditório da Escola de Serviço Social da Universidade Federal Fluminense (UFF).
O vereador Renatinho, do PSOL de Niterói, responsável pela concessão do título, abriu a solenidade, falando do orgulho de homenagear aquela que é uma das figuras mais importantes da história da esquerda brasileira.

O deputado federal Chico Alencar, candidato à reeleição, disse que o desempenho de Plínio nessa campanha eleitoral só não surpreende quem não acompanha a política nacional. “Plínio tem seis décadas de militância, sempre juntando capacidade de formulação, coerência política e compromisso com os menos favorecidos”, afirmou.

Marcelo Freixo, deputado estadual e também candidato à reeleição, disse que, para uma cidade que é vítima da irresponsabilidade do poder público, responsável por uma tragédia que deixou centenas de mortos e milhares de desabrigados, é uma honra, um orgulho realizar essa homenagem ao Plínio. Freixo destacou a presença de outras figuras históricas das lutas sociais no Rio de Janeiro: Manoel Martins e João Luiz Duboc Pinaud. “Plínio, Pinaud e Manoel estão aqui pra mostrar que a consciência, o compromisso com os mais pobres, a vergonha na cara podem permanecer, devem permanecer”, afirmou Freixo.


O candidato a vice-governador, Flávio Serafini, disse que Plínio colocou no centro do debate um tema que é fundamental para o país, que é a questão da desigualdade. Flávio afirmou que não devemos aceitar como natural a desigualdade, a miséria, a pobreza, a exploração. Para concluir, citou Brecht: “nada deve parecer natural; nada deve parecer impossível de mudar”.

Pedro Rosa, do Sindicato dos Trabalhadores da UFF, e candidato a deputado federal, lembrou que o PSOL nasceu com a luta dos servidores públicos, com uma ligação especial com a Universidade pública. Por isso, destacou a importância da homenagem ocorrer na UFF, no exato momento em que a Universidade passa por um importante momento de resistência contra a privatização, que é o plebiscito sobre os cursos pagos. “É simbólico ter o PSOL homenageando o Plínio nesta Universidade, nesta data”, afirmou Pedro. Ao final de sua fala, Pedro entregou a Plínio a camisa do movimento contra os cursos pagos. Plínio a vestiu imediatamente, e foi ovacionado pelo auditório lotado.

Renato Cinco, candidato a deputado federal, também lembrou o processo de construção do PSOL, que, segundo ele, nasceu a partir da necessidade daqueles militantes de construir um novo caminho pra seguir a sua luta e sua militância. “Infelizmente, com a capitulação de Lula e do PT, o povo brasileiro perdeu os importantes instrumentos de luta que tinha construído nas últimas décadas. Mas felizmente optamos por recomeçar, construir novos instrumentos de luta e de mobilização pro nosso povo”, afirmou Cinco.

Paulo Eduardo Gomes, presidente do PSOL em Niterói e também candidato a deputado federal, falou do significado daquela homenagem. “Plínio é uma pessoa que por sua trajetória, por seu exemplo, por sua luta merece o reconhecimento de todos nós, de nossa cidade. Plínio é um exemplo de cidadão, instigado, batalhador. Essa homenagem é um orgulho para nossa cidade”, afirmou Paulo.


Homenageado da noite, Plínio estava feliz e inspirado. “É um orgulho enorme ser cidadão de Niterói. Não fiz nada especial pela cidade de Niterói, mas sempre batalhei pela justiça social em nosso país. E é uma alegria especial que esse título venha no momento em que estamos engajados nessa luta tão importante. Eu participei de todos os episódios da vida política do Brasil nas últimas seis décadas, e nunca vi uma situação tão difícil. Difícil porque ninguém está percebendo, é uma espécie de sonambulismo, de anestesia. O povo está com medo de ter esperança de novo, e voltar a se desapontar”, afirmou Plínio.

Plínio falou mais sobre o papel de sua candidatura: “Precisamos mostrar que só tem solução para os problemas desse país no dia que vocês conseguirem a ruptura socialista. Essa campanha é para semear isso. Entrem no PSOL, venham militar conosco”, conclamou. “Acho que esse titulo é o reconhecimento de uma idéia, de uma trajetória, é um reconhecimento à rebeldia social, à luta daqueles que querem a justiça social numa sociedade injusta. Muito obrigado Renatinho, e muito obrigado a todos vocês”, concluiu Plínio.
Antes de entregar o título, o autor da homenagem, Renatinho, voltou a explicar: “Lula roubou de milhões a esperança de construir uma sociedade diferente. Plínio nos devolve essa esperança; por isso merece essa homenagem”.

Fonte: assessoria de imprensa candidatura Plinio Sampaio Presidente
http://www.plinio50.com.br/noticias/326-plinio-recebe-homenagem-em-niteroi.html

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Plínio em Niterói! dia 30/08

"Omissão compromete nosso compromisso com os pobres"

Plínio Arruda Sampaio

Como cristão, meu posicionamento pessoal diante do problema do aborto é ditado pelos valores da minha fé. Felizmente não tive, no decurso dos meus cinquenta anos de casamento, necessidade de enfrentar essa questão. Por isso, sempre a abordo com muita humildade e com espirito de solidariedade pelos que se veêm na contingência de enfrentá-la.
Como candidato a um posto de comando na estrutura de poder do Estado, minha posição precisa levar em conta a dimensão social e política do problema e o caráter da sociedade em que vivo – uma sociedade plural. Nesta condição, sou obrigado a cumprir a lei estabelecida e a contribuir, como minha opinião, para a formulação de uma lei que responda ao consenso ético da sociedade sobre o assunto.
Segundo as estatísticas centenas milhares de mulheres morrem ou sofrem danos físicos psicológicos graves em razão da ocorrência de um milhão e quatrocentos mil abortos clandestinos todos os anos. Trata-se, portanto, de um sério problema de saúde pública.
As medidas que o Estado brasileiro adotou para fazer frente a esse problema dividem hoje a sociedade: descriminalização e legalização constituem as reivindicações principais.
Apoio o movimento em favor da descriminalizaçào do aborto porque, evidentemente, a lei atual demonstrou ser, não apenas ineficaz, mas claramente perniciosa, uma vez que obriga as mulheres a recorrer a pessoas despreparadas e inescrupulosas para interromper uma gravidez indesejada.
Em uma sociedade pluralista, o Estado não tem o direito de impor uma convicção fundada na fé de uma parcela da sociedade a pessoas que têm convicção diferente. Nesse tipo de sociedade, a posição do governante em relação aos costumes das pessoas deve ser ditada pela consciência ética coletiva a respeito desses problemas. A consciência ética coletiva do povo brasileiro não mais considera, como outrora, que a prática do aborto seja uma conduta anti-ética a ser penalizada pelo Estado.
Mas essa mesma consciência coletiva não admite a banalização do aborto e, muito menos, sua exploração para fins comerciais. Pelo contrário, todos consideram o aborto um mal, o qual, contudo, em determinadas circunstâncias, não pode ser evitado. Por isso, o Estado deve empenhar-se em preveni-lo, o que requer, além da descriminalização, a legalização e consequente regulamentação da intervenção abortiva.
Legalizar quer dizer submeter uma determinada atividade ou conduta humana à disciplina da lei. No sistema jurídico brasileiro, o que não é proibido é permitido, e o que não é permitido dá origem, automaticamente, a uma sanção estatal.
A legalização do aborto não pode ser entendida como a simples exclusão da pratica abortiva do campo do direito, como se a vida do nascituro não fosse um bem protegido pelo Estado. Pelo contrário, exatamente porque o Estado tem o dever de proteger o nascituro, a legalização do aborto deve abranger a montagem de um complexo sistema de ações estatais, articuladas com ações de entidades da sociedade civil, a fim de combater a sua banalização e a sua exploração comercial.
Isto quer dizer que a lei deverá definir o aborto lícito e distingui-lo do aborto ilícito, bem como estabelecer o efeito da lei em um e outro caso.
A questão central que surge então diz respeito à autoridade à qual caberá a decisão de usar os procedimentos de interrupção da gravidez. Penso que essa autoridade deve ser a própria gestante. A ela e a mais ninguém cabe o direito e a responsabilidade dessa terrível decisão. Fundamento essa afirmação na certeza de que o instinto maternal defende com mais empenho o feto do que médico, juiz, sacerdote, conselheiro familiar, psicólogo ou quem quer que seja. Mas, para auxiliar a mulher nesse terrível e solitário passo é preciso revestir sua decisão de um procedimento legal adequado.
O que importa para o Estado é que a decisão da mulher seja tomada livre, consciente e responsavelmente nas fases iniciais da gestação. O aborto não pode ser fruto da frivolidade, da ignorância das suas graves consequências físicas e psicológicas, de um impulso momentâneo da mulher que descobre estar grávida, da pressão de terceiros, mas a conclusão amadurecida de uma reflexão profunda acerca das suas condições pessoais de ser mãe responsável e educar o ser que se desenvolve em seu ventre.
A legalização oferecerá à gestante os elementos indispensáveis para a sua reflexão e procurará comprovar o caráter livre da sua decisão. Por isso entendo que a legalização do aborto requer a montagem de um sistema integrado por três grandes estruturas: uma estrutura destinada à educação sexual da juventude e à vigilância dos costumes, a fim de combater a exploração comercial e delituosa do erotismo juvenil – uma das fontes da banalização do sexo e consequentemente do aumento do número de abortos; uma estrutura destinada a fiscalizar as intervenções abortivas, informando a gestante sobre as várias dimensões da sua decisão de interromper a gestação; e uma estrutura, devidamente financiada com verbas do Estado, para atender às gestantes pobres nos hospitais públicos e para amparar crianças cujas mães não têm condições de criá-las, porque, obviamente, a certeza de contar com um apoio eficaz para educar o filho estimulará a gestante a levar a termo a gravidez.
O elemento articulador dessas estruturas seria o Juizado da Família. Ao juiz de Família caberia autorizar uma unidade hospitalar e um médico a interromper a gravidez após a manifestação formal da vontade livre, informada e responsável da gestante em procedimento judicial específico.
Não cabe, contudo, ao juiz decidir pela gestante. Sua decisão é de natureza declaratória. Comprovado que a gestante teve à sua disposição os elementos requeridos para tomar responsavelmente sua decisão – a informação e o aconselhamento – ele autoriza a intervenção em tempo hábil. Sem a autorização judicial, o médico e o hospital que realizarem a intervenção sujeitar-se-ão às penas da lei.
O aconselhamento requer a entrevista da gestante com um conselheiro que a ela exporá o que significa interrupção da gravidez, sem contudo fazer inquirições ou admoestações que impliquem invasão à privacidade da mulher. Por isso mesmo, esse processo – de rito sumaríssimo, evidentemente – deverá ser realizado em segredo de justiça.
A exposição feita até aqui deixa ver que a interferência do governo na questão aborto diz respeito à montagem das duas estruturas integrantes do sistema de prevenção e de fornecimento de atenção médico hospitalar gratuita para realização de intervenções abortivas em mulheres pobres.
Evidentemente, enquanto o aborto não for descriminalizado, os hospitais públicos não poderão realizar a intervenção. Mas nada impede que as estruturas de educação sexual e de amparo à criança cuja mãe não pode criá-la, sejam desenvolvidas, como uma medida para atenuar o problema enquanto não se consegue uma solução definitiva na esfera federal.

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